Comunicação

23h34

A educação para a vida da Fundação Odebrecht

No início da década de 80, em sua primeira mudança importante de foco, a Fundação Odebrecht abriu-se para a comunidade

Criada em 1965, a Fundação Odebrecht é uma instituição privada, sem fins lucrativos, mantida pela Organização Odebrecht. Uma das mais antigas fundações empresariais do País, a Fundação nasceu com a missão de gerar benefícios adicionais aos que a lei previa para os funcionários da Construtora Norberto Odebrecht e suas famílias. No início da década de 80, em sua primeira mudança importante de foco, a Fundação Odebrecht abriu-se para a comunidade, com o propósito de ajudar o governo a solucionar problemas sociais, tomou a iniciativa de reunir as principais inteligências brasileiras, realizando prêmios, debates políticos e acadêmicos. Em 1988, viveu o seu segundo momento de revisão de papel. Como seus técnicos perceberam que, apesar das boas idéias discutidas, o Governo não se mostrava em condições de implementá-las, a Fundação Odebrecht optou por dedicar-se a criar metodologias e modelos de intervenção nas comunidades. O primeiro foco escolhido foi a educação do adolescente para a vida.
 
Sob esta orientação, a organização sofreu um novo salto de qualidade dez anos depois. Em 1998, assumiu a tarefa de coordenar ações do Programa Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável, desenvolvidas em regiões de baixo IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) no Nordeste. A convivência mais próxima com as comunidades pobres do Baixo Sul da Bahia levou a Fundação Odebrecht a eleger esta região e a sua gente como prioridades de sua ação. A aliança virou instituto e seguiu rumo próprio. A Fundação Odebrecht, por sua vez, iniciou, em 2003, os primeiros movimentos do que viria a ser o seu modelo de desenvolvimento baseado nas cadeias produtivas.
 
Em fevereiro de 2004, junto com o governo da Bahia, o Ides – Instituto de Desenvolvimento do Baixo Sul e a Amubs – Associação dos Municípios do Baixo Sul, a Fundação Odebrecht assinou o protocolo de intenções que deu vida ao DIS Baixo Sul - Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Baixo Sul. Entre 2000 e 2005, a Fundação aportou mais de R$ 37 milhões na região do Baixo Sul e vai investir cerca de R$ 11,8 milhões até o final de 2006. O DIS Baixo Sul possui hoje dez projetos que buscam desenvolver economicamente as localidades beneficiadas, promovendo oportunidades de trabalho e renda para a população, acesso à educação de qualidade, a conservação do meio ambiente e a construção de uma sociedade mais justa e igualitária.

Produtividade no palmito

A cultura do palmito de pupunha foi introduzida no Baixo Sul em 1983. Em 1996, pequenos produtores se interessaram pelo cultivo das palmeiras, em função da oferta de crédito para esse tipo de produção. Rapidamente, o palmito se espalhou pela região, mas com baixa produtividade. Neste cenário surge a Cadeia Produtiva do Palmito, liderada pela Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul (Coopalm).
 
A Cooperativa, formada por mais de 192 cooperados, introduziu novos tratos culturais, como o desperfilhamento e a adubação, utilizando uma tecnologia originária do Equador e da Costa Rica, adaptada às características da região. O processo começa com a compra de sementes de qualidade, da variedade sem espinhos. Essas sementes vêm do Acre e germinam na Biofábrica.
 
Os produtores compram as plântulas de pupunha na Biofábrica e as plantam em suas propriedades, recebendo assistência técnica da Coopalm. Com isso, obtêm produtividade de 7.200 plantas por hectare, quando a média na região é de 5.000. A produtividade atual é de 10.800 hastes por hectare. As hastes entregues à Cooperativa são beneficiadas na Ambial, indústria prestadora de serviços, parceira da Coopalm. Os palmitos são envazados nas modalidades inteiro, picado e aperitivo, com sabores diferentes, totalizando 13 variedades.

Instituto garante acesso a Justiça e Cidadania


O Instituto Direito e Cidadania contribui para o desenvolvimento da vida cidadã por intermédio da democratização do acesso à justiça e da educação para a cidadania. Foram implantados três Balcões de Direitos que cuidam da emissão de documentação civil básica gratuita, da titulação de terras, além de promoverem atendimento jurídico e a inclusão social de grupos vulneráveis. Desde a sua implantação, em 2003, os Balcões realizaram 105 mil atendimentos. O IDC contribui também para a conscientização da comunidade e a disseminação da democracia participativa, mediante a educação para a cidadania e a estruturação e fortalecimento das organizações sociais. Ao todo, 55 Conselhos da área social foram estruturados e 250 Conselheiros foram educados para o exercício de suas funções. O Instituto tem apoiado a constituição de Associações de Moradores e de Cooperativas. O IDC ajudou ainda a estruturar 11 fóruns municipais de cidadania e a formar 200 jovens agentes de cidadania. O Instituto tem apoiado a constituição de Associações de Moradores e de Cooperativas. O IDC ajudou ainda a estruturar 11 fóruns municipais de cidadania e a formar 200 jovens agentes de cidadania. O Instituto também apóia a realização de campanhas sociais.

Conservação de Terras

A Organização de Conservação de Terras (OCT) promove a conservação da fauna e da flora, dos seus ecossistemas associados e dos recursos hídricos na Área de Proteção Ambiental do Pratigi, por meio do desenvolvimento de tecnologias sustentáveis inovadoras.

Cultivo da mandioca foi reestruturado no Baixo Sul

A Cadeia Produtiva da Mandioca tornou possível a reestruturação de um cultivo consolidado na região. Quem lidera o processo é a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), que hoje reúne cerca de 1.800 membros, envolvendo famílias de nove municípios no Baixo Sul. A maioria das famílias produzia a mandioca da maneira que havia aprendido com seus pais. Não havia seleção de manivas, o plantio não era mecanizado, a adubação era feita de maneira incorreta.

Com o DIS Baixo Sul, as famílias tiveram acesso à tecnologia da Embrapa, Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, que implantou um Campo de Experimentação no Município de Presidente Tancredo Neves, hoje o maior do Brasil, com mais de 100 variedades pesquisadas. Foram criadas condições para que a Embrapa ofereça novas técnicas de manejo do solo e contenção de encostas, além de fornecer as manivas adequadas à região, que são propagadas rapidamente em uma câmara especial, livres de pragas e doenças.

O resultado da parceria significou o aumento da produtividade média de 8 para 25 t/ha, com potencial de contínuo crescimento. O sucesso da iniciativa motivou o governo do Estado da Bahia a implantar, na região, o Programa Nossa Raiz. O Programa também propiciou aos Cooperados a construção de duas Unidades de Beneficiamento. A Fábrica de Farinha que dispõe de avançada tecnologia, que permite processar 40 t/dia de raízes, gerando 20 t/dia de farinha. Ao contrário das casas de farinha que predominam na região, a fábrica funciona com rigoroso controle de higiene e utiliza tecnologias limpas. A Fábrica de Farelo de Folha está aproveitando a parte aérea da mandioca para fabricação de ração para pequenos animais. As famílias integrantes da Coopatan devem fornecer no primeiro ano de funcionamento da fábrica até 5.400 t de matéria verde, produzindo 1.080 t de farelo. Estão sendo feitas pesquisas para analisar a possibilidade de implantação das fábricas de fécula (amido da mandioca), álcool de mandioca e de briquete (compensado para combustível feito do caule da mandioca).

Potencial pesqueiro volta com aqüicultura

A Cadeia Produtiva da Aqüicultura surge como resposta ao esgotamento dos recursos pesqueiros da região e ao aumento da pesca predatória. Liderada pela Coopemar (Cooperativa Mista de Pescadores, Marisqueiros e Aqüicultores do Baixo Sul), atualmente com 74 cooperados, essa Cadeia Produtiva está viabilizando a criação de ostras em lanternas e de tilápias estuarinas em tanques-rede. O processo começa com a produção de alevinos na Aqüavale, empresa parceira da Cooperativa, a partir de fêmeas e machos selecionados. A empresa fornece apenas alevinos machos, inclusive para impedir a propagação descontrolada desse peixe exótico na região.

Na Cooperativa, os alevinos passam por um processo de aclimatação e depois são transportados para as unidades-berçário (tanques-rede). Quando chegam ao peso ideal são passados para os produtores. Cada produtor tem 10 tanques-rede. Em cada um são colocados 900 alevinos, totalizando 9.000 peixes e em 20 semanas cada produtor tem condição de retirar, no mínimo, 4.800 kg de peixes. Esses peixes são despescados e transportados em caminhões frigoríficos para Ilhéus, onde são beneficiados na P&C, prestadora de serviço parceira da Coopemar. Cada 3 kg de peixe produz 1 kg de filé, agregando valor ao produto. No futuro, cada família poderá cuidar de 4 módulos, ampliando sua renda mensal para R$ 2.400,00.

Formação de jovens empresários

As Casas Familiares visam fornecer educação profissional, formando jovens empresários. Nelas, os jovens passam uma semana em regime de internato, com aulas na sala e no campo, e duas semanas em suas propriedades, aplicando os novos conhecimentos, sob o acompanhamento e a orientação de monitores especializados.

Essa metodologia, chamada Pedagogia da Alternância, sistematiza os conhecimentos adquiridos e os difunde nas famílias e comunidades, introduzindo, assim, novos padrões de qualidade e produtividade na produção local. A partir de parcerias estabelecidas com instituições de pesquisa, a exemplo da Embrapa, as Casas Familiares funcionam também como centros de geração e difusão de tecnologias produtivas e de preservação ambiental. Atualmente, 105 jovens participam da Casa Familiar Rural, que está ligada a Cadeia Produtiva da Mandioca.

Casa Familiar do Mar
Mesmo modelo da Casa Familiar Rural, só que vinculada a Cadeia Produtiva da Aqüicultura. Tem como objetivo formar novos e melhores empresários aqüícolas. Atualmente conta com 35 jovens.

Casa Agroflorestal

Mesmo modelo das Casas Familiares Rural e do Mar, só que vinculada a Cadeia Produtiva da Piaçava. Tem como objetivo formar novos e melhores empresários agroflorestais. Atualmente beneficia 30 jovens.

Casa Jovem

A Casa Jovem, atualmente com 670 alunos, tem como objetivo promover a educação rural de qualidade, por meio da capacitação de professores de estabelecimentos públicos de ensino e do desenvolvimento de uma tecnologia educacional orientada para o trabalho rural. O Colégio Casa Jovem integra a rede estadual de ensino, atendendo a alunos da educação infantil e dos ensinos fundamental e médio, além de oferecer cursos noturnos de alfabetização e educação para jovens e adultos. Os alunos recebem uma educação adaptada à realidade do campo e uma formação cidadã, que os estimule a serem donos de seus próprios destinos.

Fonte: Especial Desenvolvimento Social - Tribuna da Bahia 30.06.06

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