Comunicação

13h58

Multiplicando peixes

O cultivo de tilápias em estuário vem melhorando a vida de 38 famílias das comunidades do município de Cairu.

Correio da Bahia, 01 de fevereiro de 2008.
Repórter: Graciela Alvarez

O cultivo de tilápias em estuário – área em que a água do mar se mistura à de rio –, vem melhorando a vida de 38 famílias das comunidades de Alves, Canavieiras, Tapuias e Torrinhas, localizadas a cerca de 320 km de Salvador, no município de Cairu. A troca da pesca extrativista, cuja renda é completamente incerta pela estuarina, triplicou os vencimentos mensais dessas famílias, passando de R$200 para R$600 por mês.

As alterações são fruto de uma série de ações para o desenvolvimento da cadeia produtiva da aqüicultura da região. Esse projeto, que teve início em 2003, é realizado no âmbito do Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Baixo Sul (DIS Baixo Sul), executado em parceria com o Instituto para o Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul (Ides) e pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).

Todo o processo da cadeia produtiva é orientado pela Cooperativa Mista de Marisqueiros, Pescadores e Aqüicultores do Baixo Sul da Bahia (Coopemar), que é responsável por fornecer, em regime de comodato, um módulo de produção (com dez tanques-redes de engorda) para cada uma dessas famílias envolvidas. A organização, além de disponibilizar a capacitação aos produtores, oferece os alevinos (tilápias de até 20g) e a ração para todo o ciclo produtivo, que tem duração de quatro meses.

Segundo o presidente da Coopemar, que é um dos produtores da tilápia estuarina, Luciano Freitas, a medida que a cooperativa firma parceria com empresas para comercializar o peixe, mais famílias são beneficiadas.

Freitas, que antes de virar um aqüicultor sobrevivia da pesca de camarão e mariscos, foi um recordistas da comunidade no último ciclo, produzindo 4,6kg de tilápias. “Repassamos para a Coopemar por R$2,97 o quilo do filé, que depois é revendido por R$3,65”, explica, informando que o pescado foi comercializado para a Empresa Baiana de Alimentos (Ebal) e Wal-Mart (rede Bompreço).

Acesse também on line: https://www.correiodabahia.com.br/negocios/noticias.asp?codigo=146774

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