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17h00

Foco na comunidade

Jovem Islândia dos Santos, 16 anos, sonha tornar-se uma empresária rural e contribuir com o desenvolvimento de sua região

“Dedico minha juventude à agricultura. Por meio dela construirei meu futuro”. Essas palavras são da jovem Islândia dos Santos, que aos 16 anos já sabe o que quer: tornar-se uma empresária rural. A moradora da comunidade do São Paulinho, localizada no município de Teolândia (BA), acredita na potencialidade desta atividade. “É possível viver no campo e ter uma boa renda”.

Islândia é educanda da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) – unidade de ensino ligada ao Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDIS), apoiado pela Fundação Odebrecht. Nesta instituição, cursa a habilitação técnica em Agropecuária integrada ao Ensino Médio. Sua formação tem como base a Pedagogia da Alternância: uma semana em regime de internato, com aulas na sala e no campo, e duas semanas em sua propriedade, aplicando os novos conhecimentos, sob o acompanhamento e a orientação de monitores especializados. A jovem e seus colegas aprendem sobre administração rural, cooperativismo, manejo de solos, irrigação, drenagens, além dos mais diversos cultivos.

Em seu segundo ano na Casa, Islândia contabiliza aprendizados que levará para a vida. “Antes não tinha apoio do meu pai. Consegui influenciá-lo pelos resultados do meu projeto. Ele sempre plantou banana, mas a plantação não se desenvolvia bem. Na hora da colheita, os frutos estavam de péssima qualidade. Implantei um hectare deste mesmo cultivo e agora, com as tecnologias que conheci na CFR-PTN, colhemos excelentes frutos”, conta a jovem.

Seu pai, Luiz Marinaldo dos Santos, é só orgulho. “A formação é complementada pelo trabalho no campo. Quero que minha filha continue estudando”, garante o agricultor que, também por influência de Islândia, passou a integrar a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan) – instituição que faz parte do PDIS. “Ela me mostrou que é possível comercializar nossos cultivos com preço maior”.

Para Islândia, a união entre os agricultores é essencial. “Meu pai se associou porque percebeu as vantagens do modelo cooperativista. Contamos com assistência técnica para melhorar a qualidade dos produtos e com a garantia de um preço justo”, assegura a jovem que, quando completar 18 anos, pretende se integrar à Coopatan.

Essa nova empresária rural só tem uma dúvida em relação ao futuro: que caminho seguir para complementar seus estudos. Entre os cursos superiores de Agronomia e Comunicação, duas áreas que despertam seu interesse desde criança, Islândia tem uma certeza: “qualquer formação que eu venha a ter, reverterei para a minha comunidade”.

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