Comunicação

15h15

Reflorestamento em foco

Organização de Conservação de Terras promove projeto de silvicultura que busca frear o desmatamento e ampliar a renda de agricultores da APA do Pratigi

A Mata Atlântica perpassa, no Brasil, por 15 Estados. No território baiano, registra um de seus recordes mundiais: 454 espécies de árvores por hectare. Mas, apesar desse número, a Bahia está na lista dos locais em que houve mais desmatamento nos últimos anos. Entre 2002 e 2008, foram 426 km² perdidos segundo monitoramento por satélite feito pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) divulgado em 2010.

No Baixo Sul da Bahia, a Organização de Conservação de Terras (OCT) busca contribuir para a reversão desse cenário. A OCT está fomentando projetos que possibilitem a implementação dos Corredores Ecológicos, o que permitirá a criação de uma conexão entre fragmentos de Mata Atlântica, com extensão que vai da Bahia ao Espírito Santo.

Como estratégia de redução do desmatamento da Mata Atlântica, a OCT promove a implantação de silvicultura para atender a demanda de madeira da região. A ideia é que o cultivo de eucalipto, além de frear o desmatamento, amplie a renda dos agricultores locais. A iniciativa, realizada primeiramente em caráter experimental, orienta o plantio dessa cultura em cinco unidades, de um hectare cada, nas comunidades Juliana e Antônio Rocha - ambas localizadas no município de Piraí do Norte (BA).
“Essa plantação está sendo indicada para áreas de pastos, pois a região não é apropriada para pecuária. Tornando-as produtivas, trabalhamos uma economia de base sustentável, que contribui para o sequestro de carbono”, garante Volney Fernandes, Líder da Aliança Cooperativa de Serviços Ambientais da OCT.

Marcelino de Jesus, morador da comunidade Juliana, já iniciou o cultivo. “Não será mais necessário derrubar a mata que temos aqui na propriedade para abastecer as demandas”, assegura. De acordo com Volney, o hectare implantado pelo produtor rural poderá ser utilizado a partir do terceiro ano e até o fim do seu ciclo renderá, em média, 70 m³ de madeira. “Atualmente, 1 m³ custa, aproximadamente, R$ 700,00”, completa.

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