11h23

Encontro reúne grupo de investidores sociais baianos associados ao GIFE

Objetivo do encontro foi identificar desafios e oportunidades para potencializar o investimento em causas sociais de forma mais estratégica.

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No dia 1º de setembro, a Fundação Odebrecht sediou o encontro de empresários baianos, que investem ou desejam investir em projetos sociais, com Fernando Rossetti, secretário geral do GIFE – Grupo de Institutos, Fundações e Empresas. O encontro fez parte da estratégia de aproximação e incremento da articulação entre o GIFE e associados do Nordeste.

Acompanharam Fernando Rossetti a Coordenadora dos Grupos de Afinidade do GIFE, Cinthia Sento Sé, e o Gerente de Relacionamento Institucional, Fernando Nogueira. Estiveram reunidos representantes das organizações sediadas na Bahia e associadas ao GIFE: Paulo César de Jesus e Marta Lícia Teles, da Fundação Clemente Mariani; Nancy Nascimento, do Instituto Sol; Leila Brito e Carlos Dumet, da Fundação José Silveira; Eduardo Santos e Telma Rocha, da Fundação Avina; Maurício Medeiros, Marta Castro e Flávia Veiga, da Fundação Odebrecht.

Estas instituições praticam o investimento social privado – repasse voluntário de recursos para projetos sociais, culturais e ambientais, de forma planejada, monitorada e sistematizada. Juntas, elas investiram mais de R$ 22 milhões no ano de 2005.

Maurício Medeiros, Presidente Executivo da Fundação Odebrecht, abriu a reunião apresentando as ações desenvolvidas no Baixo Sul da Bahia, por meio do Programa DIS Baixo Sul. Nancy Nascimento, Gerente de RH, narrou os principais trabalhos realizados pelo Instituto Sol e ressaltou a importância de uma maior aproximação com o GIFE como estímulo a troca de experiências. Os resultados alcançados pelas Fundações José Silveira e Avina também foram expostos e discutidos. 

O segundo momento do encontro foi aberto a empresas não associadas ao GIFE, que investem ou pretendem investir no social. Fernando Rossetti traçou o panorama social do país, o histórico do terceiro setor e propôs um maior alinhamento entre as ações para que elas possam ser mais impactantes.

Representantes da Braskem, Coelba, Fieb, Acbeu, TIM (Bahia e Sergipe), entre outros, estiveram presentes. Isabel Portela, do Instituto Íris, destacou que muitos empresários apóiam projetos sociais, mas não investem nas organizações sociais, o que afeta a qualificação dos profissionais envolvidos.

Investimento social no Brasil

O Brasil é o maior, mais rico e mais populoso país da América Latina, com uma população de 175 milhões de habitantes e um produto nacional bruto de US$ 452,4 bilhões. No entanto, é também um país com uma distribuição de renda extremamente desigual, em que 10% da população possui 50% da renda, e 50% dos mais pobres possuem apenas 10% da renda.

“Esse desafio central recai sobre toda a sociedade, mas talvez mais ainda sobre o setor privado por sua capacidade de mobilizar agentes de transformação e de patrocinar a transformação”, diz Fernando Rossetti, secretário Geral do GIFE e cientista social especializado em Direitos Humanos.

Segundo a pesquisa “Ação Social das Empresas”, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) – www.ipea.gov.br/asocial há 930 mil empresas registradas no país. Nove por cento delas está no Nordeste. Dessas, 74% fazem algum tipo de ação social, totalizando um repasse de recursos em torno de R$ 537 milhões.

Porém, o estudo aponta que a maioria das ações é feita essencialmente por meio de doações eventuais diretamente a pessoas/comunidades e é impulsionada por motivos humanitários ou de ordem religiosa. O atendimento é predominantemente assistencialista e emergencial, sem avaliação de impacto. Exemplo é que Alimentação é a área priorizada por 52% das empresas, seguida da área de Assistência Social (41%).

Para o GIFE, é imprescindível a conscientização de que só a prática assistencialista, ou seja, a doação de dinheiro para entidades e pessoas físicas, não é suficiente para alterar as condições de vida da população. Ao mesmo tempo, uma atuação mais eficaz, que atue nas causas e não nos sintomas dos problemas, exige projetos estruturados, muito profissionalismo, objetivos transparentes e metodologia.

“Também é importante clarificar que, ao atuar no social, as empresas não substituem nem devem substituir as ações do Estado. Pelo contrário, elas devem contribuir, de forma complementar e alinhada com as políticas públicas, para a garantia de direitos fundamentais, como o acesso a uma educação pública e gratuita de qualidade para todos os cidadãos”, complementa Rossetti.

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