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Edição 132 - Pequenas notáveis

PCHs vão incentivar a piscicultura e o ecoturismo na região do Baixo Sul da Bahia.

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Lago Dona Maria em Igrapiúna.

Texto: João U.G. Sant’Anna



As pequenas centrais hidrelétricas (PCHs) que se multiplicam no Baixo Sul da Bahia, além de gerar energia limpa, irão estimular a piscicultura e o agroecoturismo e proporcionar créditos de carbono. A explicação é de Joaquim Cardoso, Presidente do Conselho Deliberativo da Organização de Conservação de Terras do Baixo Sul da Bahia (OCT), cuja missão é promover a sinergia que leva ao equilíbrio dos fluxos de vida – recursos hídricos, fauna, flora, solo, o ser humano e seus negócios – da região por meio de projetos sustentáveis e inclusivos. Toda a renda gerada com a venda de energia e dos créditos de carbono das PCHs nos lagos formados pelas represas será investida na sustentabilidade da Área de Proteção Ambiental do Pratigi, por meio da Associação Guardiã da APA do Pratigi (Agir).

O projeto piloto foi formado pelas PCHs Vagido, Juliana 1 e Juliana 2, construídas nas Fazendas Reunidas do Vale do Rio Juliana sob a liderança de Norberto Odebrecht. “As três pequenas centrais hidrelétricas demonstraram na prática que o modelo era viável e tinha vantagens econômicas e ambientais”, diz Joaquim Cardoso. “Estão todas em fase de conclusão e dependem apenas do término da ligação com a rede da Coelba para começar a injetar energia no sistema do Baixo Sul da Bahia”, acrescenta.

Existem agora projetos de outras duas usinas, sob a responsabilidade da Agir: Roda D’água, que irá gerar 0,60 MW, e Dona Maria, com 1,2 MW. Outros aproveitamentos possíveis na região estão sendo estudados. Além disso, mais cinco hidrelétricas, de 1 a 10 MW cada, desativadas nos anos 1970 por conta da energia barata da Hidrelétrica de Paulo Afonso, serão reativadas pelo Governo da Bahia com apoio da Associação dos Municípios do Baixo Sul (Amubs) e do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides).

A região, uma das mais belas do estado, e também das mais pobres, onde vivem cerca de 260 mil pessoas em 11 municípios, está passando por uma verdadeira revolução socioambiental com o programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Baixo Sul da Bahia, o DIS Baixo Sul, iniciativa da Fundação Odebrecht.


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