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Edição 133 - Declaração de apoio ao jovem do campo

Programa Tributo ao Futuro, executado pela Fundação Odebrecht, possibilita que integrantes da Organização invistam na educação rural de qualidade.

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Texto: Vivian Barbosa

Os jovens Jailton e Claudia da Casa Familiar Rural

Fotos: Eduardo Moody

O dia de trabalho de Ailton Gomes, 56 anos, começa cedo, às 7h30 da manhã. Como Coordenador de Segurança, Saúde e Meio Ambiente da Planta de Cloro-Soda da Braskem no Pólo Petroquímico de Camaçari (BA), seu foco está na formação de uma cultura prevencionista entre os integrantes. Ailton, graduado em química e com especializações em meio ambiente e engenharia de segurança do trabalho, cuida da análise de riscos, das licenças operacionais e ambientais e organiza treinamentos de brigadas de emergência, entre outras tantas atividades.

Rotina bem diferente é a do administrador Zidem Abrahão. Seu escritório fica em São Paulo, no Edifício Villa-Lobos, mas em grande parte do tempo ele está viajando. De seus 62 anos de vida, 35 vêm sendo dedicados à Organização Odebrecht. Zidem apóia contratos, como Responsável por Relações Trabalhistas e Sindicais na Construtora Norberto Odebrecht. Lidar com leis, governo, entidades... Os desafios são grandes e ele se sente realizado no que faz.

Ailton e Zidem não se conhecem. Apesar da distância e da realidade de vida distinta, eles têm mais em comum do que apenas pertencerem à mesma Organização. São protagonistas de uma iniciativa que está mudando a vida de muitas crianças e adolescentes da região do Baixo Sul da Bahia. No fim de 2006, Ailton e Zidem decidiram apoiar o Tributo ao Futuro, um programa da Organização Odebrecht, executado pela Fundação Odebrecht, que permite aos integrantes investirem em ações que levam educação rural de qualidade e oportunidades de desenvolvimento profissional aos jovens talentos dessa região.

Contribuintes de Imposto de Renda que fazem Declaração de Ajuste Anual por meio do formulário completo podem destinar até 6% do imposto aos projetos sociais apoiados pelo Tributo. Nada mais é pago por isso: se o integrante tiver imposto a restituir, o valor investido é acrescido ao montante, corrigido pela taxa Selic. Se tiver imposto a pagar, o valor é descontado da parcela a recolher.

Uma missão nobre

O programa tem como base a Lei 8.069/90, que institui os Fundos dos Direitos da Infância e da Adolescência (FIA), entidades financiadoras de políticas públicas voltadas para crianças e adolescentes. Os Fundos são administrados pelos Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA), compostos de representantes do poder público e da sociedade civil. Os investimentos efetivados por meio do Tributo ao Futuro vão para o FIA de Presidente Tancredo Neves (BA), que repassa os valores para a Casa Familiar Rural (CFR) e o Instituto Direito e Cidadania (IDC), projetos sediados no município.

“Foi a primeira vez que pude participar efetivamente de uma ação social da Organização”, revela Zidem. Para ele, a missão do IDC, projeto que escolheu para apoiar, é das mais nobres. Os trabalhos de capacitação realizados com os CMDCA e os Conselhos Tutelares do Baixo Sul são fatos que, para Zidem, só reiteram sua crença no Tributo. “Pretendo fazer o mesmo este ano, com um valor ainda maior. Sei da seriedade como as coisas são conduzidas”. A adesão de Zidem foi influenciada por seu líder, Oswaldo Cortez. “Estamos satisfeitos com os resultados. Sei o quanto isso está sendo importante na vida de muitas pessoas. Ações como esta nos deixam orgulhosos de contribuir”, finaliza.

Já Ailton descobriu que poderia participar do programa ao ver um anúncio em Odebrecht Informa. Ele se considera um entusiasta da iniciativa e conta que fazer parte dela foi uma novidade que lhe agradou. “Encontrei uma forma de investir no social e ainda fazer a gestão do meu imposto de renda”, comenta. Ele escolheu apoiar a Casa Familiar Rural. “O Brasil enfrenta o problema do êxodo rural, que acontece por falta de oportunidades no campo. Esse projeto ajuda a criar essas oportunidades, levando conhecimentos e técnicas aos jovens.”

Relatórios de Acompanhamento são enviados mensalmente para os investidores. Este instrumento confere transparência ao processo, por conter informações sobre a aplicação da verba e os resultados alcançados. “Tenho até repassado esses relatórios aos colegas, para que os conheçam. É muito fácil doar e vale a pena”, defende Ailton, que efetivou sua participação pela internet e recebeu apoio da equipe do programa sobre como proceder na declaração anual.

O exemplo do jovem Jailton

O investimento de Ailton está ajudando a transformar a vida de adolescentes como Jailton de Melo, 17 anos, integrante da Casa Familiar Rural (CFR). Há seis meses, ele vem se dedicando ao plantio de 450 pés de banana, custeado pelo programa. Desde os oito anos, Jailton acompanha a jornada de trabalho de seu pai, o agricultor João de Melo, 42 anos. “Sempre gostei de mexer com terra. Ficava olhando e aprendendo”, conta o jovem. Hoje, ele ajuda o pai a semear, adubar, arar e colher. No sítio da família, encontramos cultivos de mandioca, banana, cacau e abacaxi. Mamão e seringa foram lavouras iniciadas mais tarde, por influência de Jailton, que aprendeu as técnicas de plantio na CFR.

“Expliquei ao meu pai que a seringa ainda produziria a sombra necessária para a plantação de cacau, uma cultura que antes não dava certo. Depois, o cacau rendeu mais que a seringa”, diz. Um dos projetos do Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Baixo Sul da Bahia - DIS Baixo Sul, apoiado pela Fundação Odebrecht, a CFR tem como missão promover a educação pelo trabalho, formando empresários rurais.

As ações financiadas pelo Tributo devem ser realizadas nas propriedades dos jovens, para que, além da geração de renda familiar, eles se aproximem da comunidade, atuando como agentes multiplicadores de conhecimentos e fomentadores do desenvolvimento local. “Antes, a gente plantava sem técnica. Onde batia a enxada, fazia uma cova”, brinca João, pai de Jailton. “Meu filho trouxe a informação. A família e a comunidade aprendem.” Ele enfatiza que o Tributo ao Futuro é como um segundo pai para seu filho. “Eu sou o pai que está ao lado do filho, orientando. Mas tem esse outro pai, que ajuda dando as condições para o meu filho crescer mais.”

Expectativa: superar o arrecado em 2006

Custeados pelo programa, 16 jovens iniciaram projetos educativo-produtivos e outros 19 recebem acompanhamento técnico. Claudia dos Santos, 17, iniciou uma criação de suínos. “Minha propriedade só tem 10 ha. Pensei em uma cultura que eu dominasse e ocupasse pouco espaço”, explica. São muitas as suas responsabilidades, mas Claudia encontra tempo para se dedicar a trabalhos voluntários. Todos os domingos, ela dá aulas para cerca de 15 pessoas, com idades que variam entre 14 e 30 anos. “Repasso para eles o aprendizado adquirido na CFR. Quero que minha comunidade tenha as mesmas oportunidades de se desenvolver que eu tenho.”

Na primeira campanha do Tributo ao Futuro, em 2006, o total arrecadado ultrapassou R$ 141 mil. Este ano, a expectativa é superar esse valor. Os interessados em investir no programa devem acessar a página na internet. O prazo para participar da Campanha 2007/2008 encerra-se em 27 de dezembro.

Os novos investimentos permitirão aos adolescentes que ingressarem na CFR o financiamento de seus projetos. Os recursos também serão utilizados na modernização e profissionalização do CMDCA e do Conselho Tutelar de Presidente Tancredo Neves. Este trabalho será feito pelo Instituto Direito e Cidadania (IDC), também integrado ao DIS Baixo Sul, e viabilizará o apoio ao atendimento de mais de 2 mil crianças e adolescentes.

Do valor arrecadado anualmente com o Tributo, 10% são retidos pelo CMDCA. A quantia é empregada em ações prioritárias para a região, como explica a presidente do Conselho, Joina de Oliveira, 39 anos. “Aplicamos a verba na reestruturação da Casa de Passagem do município que acolhe crianças em situação de risco - por exemplo, as que sofreram maus tratos ou foram abandonadas pelos pais.”

A Casa tem capacidade para abrigar até 20 crianças. Elas recebem acompanhamento e aguardam a decisão da justiça para serem encaminhadas de volta às suas famílias ou para a adoção. “É muito gratificante vê-las bem-cuidadas. E tudo isso graças ao nosso trabalho em parceria com o Tributo ao Futuro”, ressalta Joina.

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