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Edição 134 - Protagonismo juvenil

Programas alicerçados na visão do jovem como agente de transformação formaram milhares de cidadãos.

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Marca comemorativa pelos 20 anos do Protagonismo Juvenil

Coluna: Filosofia Empresarial


Autor: Antonio Carlos Gomes da Costa

Antes de falarmos sobre protagonismo juvenil, devemos determo-nos um pouco na reflexão sobre o termo protagonismo sem adjetivos. O que vem a ser protagonismo? É um termo cunhado na Grécia antiga. Protos quer dizer primeiro, o principal. Ágon significa luta. Agonistes, por sua vez, significa lutador. Portanto, nas Olimpíadas, protagonista significava o lutador principal de um torneio. Seu opositor, seu desafiante, seu adversário era chamado de antagonista. Os demais participantes eram chamados de coadjuvantes ou figurantes no embate.

A literatura e o teatro adotaram esses termos. Os personagens principais do enredo literário e da trama teatral passaram a receber o nome de protagonistas. Mais recentemente, na teoria política, o ator social que é o principal responsável por uma mudança na sociedade ou nas relações políticas também passou a ser denominado de ator protagônico. Por extensão, podemos constatar que no mundo empresarial as coisas se passam da mesma forma. A concepção, o planejamento e a execução de todo negócio tem sempre um protagonista, que pode ser uma pessoa ou um grupo organizado de pessoas.

Na saga individual do ser humano, na peripécia existencial de cada um de nós, a mesma estrutura se repete. Na Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO), o processo de auto-realização do ser humano se dá por um salto triplo: a concepção de um plano de vida (sonho), de um plano de carreira e de um programa de ação. Isso pressupõe e requer que a pessoa seja o protagonista de sua própria vida, não se limitando a tornar-se um mero figurante de sua própria história e da historia de sua gente, de sua comunidade ou de seu povo.

Percebendo com clareza essa verdade, Luiz Villar, Membro do Conselho de Administração da Odebrecht S.A., afirmou certa vez que Norberto Odebrecht tem sempre com ele “um sonho, o desejo de servir e um jovem”. Segundo o nosso saudoso Bruno Silveira, que durante muitos anos dirigiu a Fundação Odebrecht, não foi outra a razão pela qual esta entidade, ao rever sua missão institucional, optou pela educação do adolescente para a vida.

O protagonismo, quando aplicado ao desenvolvimento pessoal, social e produtivo dos jovens, se apóia em três premissas:

1 - O jovem deve sempre ser visto como parte da solução, e não como parte do problema.
2 - O jovem deve ser percebido por seus educadores como fonte, e não como mero receptáculo de conhecimentos, valores, atitudes e habilidades. Fonte de quê? De iniciativa (ação), de liberdade (opção) e de compromisso (responsabilidade pelas conseqüências de seus atos).
3 - O alicerce dessa construção pedagógica é o trabalho como princípio educativo, visando formar a pessoa autônoma, o cidadão solidário e o profissional produtivo.

Esta é a visão com que a Fundação Odebrecht trabalha há 20 anos. Milhares de jovens foram formados em diversos programas com base nesses pressupostos que, ao longo desse período, não deixaram de evoluir, e que hoje desempenham um extraordinário e transformador papel social, econômico e político no Baixo Sul da Bahia: desenvolvimento local integrado e sustentável.

No entanto, considero uma prática reducionista manter a noção de protagonismo restrita apenas à educação de jovens para a vida. Enquanto parte de uma filosofia de vida centrada na educação e no trabalho, o protagonismo, como procuramos demonstrar no início deste texto, é um importante elemento propulsor para a renovação permanente da própria TEO sobre uma base de princípios, conceitos e critérios que não muda nunca.

Uma organização que a cada dia mais se globaliza, que pretende desempenhar um papel cada vez mais amplo e profundo na era do conhecimento e visa atuar cada vez mais intensamente nas causas relativas ao bem comum nos países em que se faz presente não pode e não deve abrir mão do conceito e da prática do protagonismo em todos os seus níveis de educação empresarial, desde os trainees até os empresários-parceiros mais experimentados.

Por fim, cabe mais uma vez ressaltar que o protagonismo não é uma enteléquia, um conteúdo intelectual, que possa ser transmitido apenas por meio de textos escritos e em sala de aula. Não se trata de docência (academismo). A transmissão do protagonismo se dá por meio da prática e da vivência. Por isso, para que ele exerça o papel transcendente que lhe cabe na renovação permanente da TEO, seu exercício deve estar indissoluvelmente unido às práticas da Educação pelo Trabalho e da Pedagogia da Presença.

Liderar é produzir acontecimentos, é fazer acontecer “através das suas próprias forças, das forças dos que estão consigo e das forças das circunstâncias”, como ensina Norberto Odebrecht. Que melhor preparação para isso do que compreender, aceitar e praticar desde jovem o protagonismo?


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