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Modelo de inclusão social da Coopalm é apresentado na Mostra de Tecnologias Sustentáveis do Ethos

Comunidade assentada da Mata do Sossego, em Igrapiúna, transformou-se em polo agricultor produtivo.

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Com 420 membros e cerca de 1.200 hectares de área produtiva, a Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul (Coopalm) conquistou o reconhecimento do Instituto Ethos. De 16 a 18 de junho, ao longo da Mostra de Tecnologias Sustentáveis, no Hotel Transamérica, em São Paulo, o modelo inovador de tecnologia de inclusão social da cooperativa, consagrado na categoria negócios rurais, foi exibido ao público.

A Coopalm integra o Modelo de Desenvolvimento Integrado e Sustentável da Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi, fomentado pela Fundação Odebrecht na região do Baixo Sul da Bahia. Criada em 2004, tem como objetivo orientar técnica e financeiramente os agricultores familiares de palmito de pupunha. A cooperativa elabora os projetos de financiamento agrícola dos seus associados e encaminha ao Banco do Brasil. A verba de todos os projetos é liberada de uma só vez na conta da Coopalm e seus membros têm acesso aos recursos à medida que o trabalho for executado no campo. Eliminam-se os riscos da não conciliação do cronograma físico com o financeiro e da não utilização adequada dos recursos.

Outra forma de financiamento, que também ressalta o modelo inovador de tecnologia de inclusão social da cooperativa, são os Fundos Rotativos. Esse meio de aplicação financeira permite que a Coopalm execute as práticas agrícolas, independentemente do cronograma de liberação de verba do Banco do Brasil. “O eterno descasamento entre os tempos da agricultura, determinado pelas estações climáticas, e o tempo do banco, determinado pela burocracia do crédito agrícola, deixa de ser um fator limitante”, diz Roberto Lessa, responsável pela Aliança Cooperativa do Palmito no Baixo Sul da Bahia.

Comunidade da Mata do Sossego

Responsável por 5% da produção da Coopalm, a comunidade da Mata do Sossego, no município de Igrapiúna, é modelo de desenvolvimento sustentável. Até 2004, as 82 famílias assentadas na Mata do Sossego formavam uma comunidade improdutiva, desarticulada e com altos índices de violência. Hoje, é exemplo de assentamento produtivo, em uma comunidade agora estável, receptiva e organizada.

Ao chegar à Mata do Sossego, a Fundação Odebrecht disponibilizou a assistência técnica, qualificada e comprometida, aos assentados. Das 82 famílias, após processo de mobilização e seleção, inclusive das áreas aptas ao cultivo da lavoura, 39 iniciaram os trabalhos na cadeia produtiva do palmito.

Com financiamento suficiente para implantar 39 hectares de terra, conseguiram, com o gerenciamento financeiro da cooperativa, plantar 50 hectares, 28% a mais do contratado. Com 11 meses de plantio, realizaram os primeiros cortes das hastes. Após mais de 3 anos de trabalho, a Mata do Sossego apresenta uma produtividade similar a da iniciativa privada na região. A renda média mensal das unidades-família evoluiu de R$ 150 para R$ 600 com a lavoura de pupunha.

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