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Ação Griot resgata tradição oral e identidade dos povos quilombolas

Projeto da Casa Familiar Agroflorestal contribui para despertar nos jovens a importância da preservação ativa de sua cultura.

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Na tradição africana, o Griot é aquele responsável pela manutenção da tradição oral dos povos, um contador de histórias em torno do qual as pessoas se reúnem para aprenderem sobre si e sobre o mundo. Nesse contexto, a Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf) iniciou, em março de 2009, o projeto Ação Griot. A meta é despertar nos jovens a importância da preservação ativa de sua cultura por meio da “contação” de histórias, além de reforçar a riqueza das tradições de suas comunidades. Até o final deste ano, 10 oficinas serão realizadas, durante as alternâncias, além de encontros e seminários para divulgar os resultados para a comunidade.

Iolanda Sepúlveda, coordenadora pedagógica da Ação Griot, destaca a metodologia utilizada, baseada no antigo Programa de Formação de Adolescentes Voluntários (Pfav), criado pela Fundação Odebrecht. Em discussão, temas como identidade, cidadania e pluralidade cultural. “Trabalhamos a autoestima, visando o desenvolvimento pessoal do jovem, estimulando-o a criar, executar e avaliar projetos de voluntariado, no sentido de gerar oportunidades para a atuação na comunidade”, afirma Iolanda.

A responsável pela condução das oficinas, Josélia Maria dos Santos, adianta que os jovens irão experimentar algumas técnicas e dinâmicas da “contação” de histórias. “Essas técnicas auxiliam no desenvolvimento da expressão oral e, ao mesmo tempo, sensibilizam os participantes para a preservação da memória de sua comunidade”, conta Josélia, que é pós-graduada em Estudos Linguísticos e Literários.

Para Josenildo Normandia, diretor executivo da Cfaf, os jovens estão se comprometendo porque eles mesmos estão descobrindo o quanto é importante valorizar características que herdaram dos seus antepassados. “A Cfaf entra em apoio na valorização dos fazeres e saberes que são de grande importância para a identidade dos povos quilombolas”, conclui o diretor.

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