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Edição 144 - Terreno fértil para a realização

Na comunidade de Mata do Sossego, famílias assentadas vivenciam uma nova forma de organização.

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O produtor Agenor Souza aprendeu novas técnicas e ajudou na implantação de um germinador comunitário

texto: Mariana Menezes


fotos: Almir Bindilatti

No município de Igrapiúna, no Baixo Sul da Bahia, a comunidade do assentamento Mata do Sossego experimenta uma nova proposta de organização da produção agrícola. Com orientação técnica e apoio administrativo, integrou-se à Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul (Coopalm) e aumentou sua renda média familiar mensal de R$ 150 para R$ 700.

As 82 famílias assentadas eram desarticuladas, improdutivas e conviviam com altos índices de violência. Após um processo de mobilização e seleção, 39 delas iniciaram o cultivo do palmito de pupunha. A comunidade evoluiu não só em relação à renda, mas em termos de desenvolvimento humano, social e ambiental, tornando-se exemplo de assentamento.

Uma parceria com o Banco do Brasil, com a contratação de operações de crédito rural via Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), torna possível a atividade produtiva. “O recurso é liberado de uma única vez para a Coopalm, que repassa as parcelas aos produtores, respeitando o calendário agrícola”, explica Roberto Lessa, que acompanhou a comunidade desde o início do projeto, em 2005, e hoje é responsável pelo Núcleo de Aliança Cooperativa da Fundação Odebrecht, instituição que também apoia a iniciativa. 

A Coopalm acompanha os financiamentos, a elaboração de projetos e a prestação de contas. Com assistência técnica, os moradores da Mata do Sossego plantaram 50 hectares com recursos liberados pelo Pronaf previstos para apenas 39 ha de plantio. “Estamos alcançando o que sempre sonhamos”, comemora o agricultor José Marculino dos Santos.

Mobilizados para aprender

Agenor de Souza [foto] e outros 63 cooperados da Mata do Sossego se mobilizaram quando não conseguiram a quantidade necessária de mudas de pupunha para o início do plantio em 2007. Aprenderam novas técnicas e implantaram um germinador comunitário, passando a produzir suas próprias mudas. O resultado foi acima do esperado e, na época, o excedente foi vendido para abastecer seu antigo fornecedor.

Palmito certificado

O palmito produzido pela Coopalm tem os certificados ISO 9001 (Gestão da Qualidade), ISO 14001 (Gestão Ambiental), APPCC (Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle), além do Rainforest Alliance Certified, que auxilia o consumidor a identificar produtos agrícolas de origem responsável.  


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