07h13

Uma revolução silenciosa

Com um pouco de criatividade e muita força de vontade, grupo de jovens está unindo forças para mostrar que um gesto vale mais do que mil palavras.

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Com um pouco de criatividade e muita força de vontade, um grupo de jovens de Presidente Tancredo Neves (BA) está concretizando um desafio ao promover rodas de leitura com quem não pode ouvir. A ideia surgiu quando multiplicadoras do Círculos de Leitura começaram a aplicar a metodologia do projeto em duas escolas do município. Junto, veio o desafio de incluir oito alunos com deficiência auditiva.

As jovens Geiane Macedo e Déborah Santana estão responsáveis por coordenar a experiência até então inédita para elas. Para dar voz às letras, foi preciso pedir ajuda a professora Maria Aparecida, especialista em linguagem de sinais, que dá aulas no Colégio Municipal Aécio Neves, onde os Círculos estão sendo aplicados. Aparecida reconhece que é um desafio para todos, mas que os alunos já evoluíram consideravelmente. “Eles se envolvem bastante e já sabem explicar pequenos textos”, relata.

Para as multiplicadoras, os alunos especiais precisam de oportunidades para mostrar sua capacidade, pois o potencial existe, faltando apenas condições para desenvolvê-lo.  “O mais importante é o jovem descobrir que ele é capaz”, defende Geiane.

A nova experiência é uma fase de descobertas. Até mesmo para o Instituto Fernand Braudel, parceiro na execução do projeto apoiado pelo Tributo ao Futuro, e está de olho no pioneirismo da iniciativa. A expectativa é que esta ação possa ser replicada em outros locais onde o projeto atua.

Estes jovens com necessidades especiais ouvem com as mãos. Neste sentido, o projeto Círculos de Leitura atua como uma revolução silenciosa: todos unem forças para mostrar que um gesto vale mais do que mil palavras.

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