17h43

Edição 154 - Mãos que dão forma à cidadania

Meriane é estudante, artesã e se prepara para fazer parte de uma cooperativa

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texto: Gabriela Vasconcellos
foto: Artur Ikishima
 

Meriane aprendeu o oficio de
artesã com sua mãe, Maria da Conceição

Meriane da Conceição aprendeu o ofício de artesã com a sua mãe, Maria da Conceição. Moradoras da comunidade quilombola de Lagoa Santa, no município de Ituberá (BA), elas se reúnem todas as noites para dar forma a cestas, bolsas, bandejas, luminárias, entre outras peças, a partir da fibra de piaçava. Contribuem, assim, para ampliar a renda da família, que vive da agricultura.

Mãe e filha já comemoram os resultados dessa união. “Juntas, conseguimos construir uma nova moradia. Se não fosse o artesanato, ainda estaríamos na casa de taipa. Hoje temos uma casa feita de tijolos e com três quartos”, comemora Maria, assoåciada da Cooperativa das Produtoras e Produtores Rurais da Área de Proteção Ambiental do Pratigi (Cooprap). Meriane, de 17 anos, diz que, quando tiver a idade mínima necessária (18 anos), também entrará na Cooprap.

“Fazer artesanato é como cuidar de uma planta. Vejo nascer e crescer, cada dia um movimento diferente”, conta Meriane, que está cursando o Ensino Médio e concluiu em 2010 a qualificação em Sistemas Agroflorestais oferecida pela Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), onde também teve acesso a cursos que contribuíram para aprimorar o ofício de artesã. “O que mais me marcou foi o conhecimento. Aprendi muito”, garante.

A decisão de Meriane de entrar na Cfaf foi inspirada em seu irmão André Carlos da Conceição, que já havia passado pela Casa. Ele hoje cursa Administração de Empresas e atua na área financeira e contábil do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides), instituição que, como a Cooprap e a Cfaf, também integra o PDIS. “Assim como ele, quero ser autora da minha própria história”, diz Meriane. Para André Carlos, os jovens tornam-se protagonistas quando lhes são apresentadas oportunidades. “Somos capazes de olhar o mundo com uma visão diferente”, afirma.

 


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