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O prazer de ler e aprender

As práticas de letramento estimulam os jovens a se tornarem autores e criativos

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Alfabetizar letrando e letrar alfabetizando. Essa é a proposta das Práticas Sociais de Letramento, atividade que faz parte das estratégias da Associação das Casas Familiares Rurais do Baixo Sul da Bahia (Arcafar-BS) que visam a melhoria da aprendizagem de leitura e escrita dos alunos.
O método vem sendo aplicado desde fevereiro deste ano nas instituições educacionais ligadas ao Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDIS). Estão sendo beneficiados alunos da Casa Jovem e das Casas Familiares Rural de Igrapiúna (CFR-I) e Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) e Agroflorestal (Cfaf) de Nilo Peçanha.

A ideia se constitui em criar condições para os educandos criarem textos livres e lerem suas próprias produções, sendo estimulados a assumir a posição de autores. “Eles já percebem o caminho que estão traçando e que são os protagonistas da própria história”, completa Joelma Sena, assessora pedagógica da CFR-I.

Para acompanhar o processo vivenciado até então, foi realizado o IV Encontro de Assessores Pedagógicos no dia 10 de junho, na sede do Tiro de Guerra, em Valença (BA). Pelas discussões, os primeiros resultados já são visíveis, que vão desde a motivação para a produção até a leitura e interpretação de textos e melhoria do vocabulário. “Nosso último encontro foi gratificante, pois pudemos conhecer as tarefas de letramento das outras unidades e constatar que está surtindo efeito. Os alunos estão mais preocupados com o que escrevem”, pontua José Luis Monteiro da Conceição, assessor pedagógico da Cfaf.

Já Jacqueline Correia da Silva, 14 anos, aluna do 9º ano do Colégio Estadual Casa Jovem, afirma que o letramento é um pilar importante para a formação pessoal. “Dessa forma, melhoro a ortografia, revejo regras gramaticais e aprimoro a compreensão textual”.

Acompanhamento constante
Um elemento essencial do processo educativo e que contribui para que os alunos desenvolvam confiança em si mesmos é a tutoria, ou seja, a orientação educativa alicerçada na experiência docente do professor/educador. O tutor ajuda e orienta na atividade acadêmica, acompanha os processos de aprendizagem e participa da escolha de estudos posteriores e da passagem para a vida produtiva.

“Posso observar quanto o trabalho tem ajudado os jovens, pois eles tem se tornado mais participativos, além do resgate da auto-estima, do desejo e curiosidade de adquirir conhecimentos”, ressalta Jaci Moreira, assessora pedagógica da CFR-PTN. Ainda complementa: “O processo tem avançado bastante e posso dizer que tem sido prazeroso para todos os envolvidos. Acredito que essa prática se configura como um campo fértil para o desenvolvimento dos educandos”.
 

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