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Parada Cultural é realizada no Baixo Sul da Bahia

Evento faz parte de um calendário de atividades comemorativas promovidas pelo PDIS, que buscam comunicar os principais resultados e desafios, além de aproximar as comunidades do programa

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Enquanto as ruas se coloriam, os participantes abriam sorrisos. De longe, ouvia-se o som dos tambores, cuícas e búzios gigantes. No meio da multidão, alguém disse: “É o grupo Zambiapunga que vem aí!”. Homens mascarados, vindos de três municípios baianos – Nilo Peçanha, Cairu e Taperoá -, que se juntaram para uma grande celebração: o encontro de Zâmbias. São centenas deles que, com o colorido de suas roupas, transmitiram boas energias e alegria e convidaram a comunidade para participar da festa. “Este foi um momento ímpar na existência do grupo Zambiapunga. Realizamos um grande sonho!“, vibra mestre Deco, responsável pelo grupo de Taperoá.

Essa manifestação fez parte da vasta programação da Parada Cultural, evento que celebrou os dias do Patrimônio Histórico e do Folclore no Baixo Sul da Bahia. Realizada em 17 e 22 de agosto, a ação foi coordenada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides) e contemplou toda a região, que também abrange os municípios de Maraú, Presidente Tancredo Neves, Ibirapitanga, Camamu, Piraí do Norte, Igrapiúna, Ituberá e Valença.

A iniciativa se propôs a conscientizar as comunidades sobre a importância dos patrimônios materiais e imateriais e da preservação da identidade cultural. “Reconhecer as manifestações e as riquezas naturais de nossa região é essencial, pois reforça a relação entre o passado e o presente”, aponta Elder do Rosário, educando do Curso de Qualificação em Sistemas Agroflorestais da Casa Familiar Agroflorestal.

Durante os dois dias, apresentações, seminários, caminhadas, teatro e conversas com a comunidade foram os destaques da Parada. As atividades tiveram apoio das prefeituras, das Secretarias Municipais de Cultura, Educação, Ação Social, Turismo, Agricultura, Esportes e Comunicação e de unidades de ensino locais, Serviço Social da Indústria (Sesi) – Valença e Instituto do Patrimônio Artístico Cultural da Bahia (Ipac). “A celebração nos sinaliza que a alma de uma sociedade está na sua cultura e que todo processo de cidadania se dá por meio do convívio social. Parabenizo toda a equipe envolvida para a realização dessa causa”, pontua Liliana Leite, Diretora Executiva do Ides.

O que aconteceu
O evento começou em Maraú, onde, logo cedo do dia 17, a festa foi animada pelo Mandu, grupo performático local, acompanhado pela Filarmônica Lira da Conceição. Já em Presidente Tancredo Neves, os moradores iniciaram o dia com um Café Folclórico, composto de alimentos derivados da mandioca, como biscoitos e beiju. Ainda pela manhã, organizadores do projeto Eu Adoro Ser Criança animaram o público infantil de Ibirapitanga e, em Camamu, uma multidão participou da visita guiada ao Sítio Histórico.

No início da tarde, Piraí do Norte sediou o Seminário de Educação Patrimonial, com palestras sobre a história do município e suas riquezas culturais, além das apresentações do Terno de Reis e do Samba de Roda. Para finalizar, Igrapiúna movimentou a juventude local com o programa de auditório Art Jovem trazendo debates sobre patrimônio e vulnerabilidade social. “Ações como essa contribuem para a construção da cidadania, especialmente entre os jovens”, ressalta Gilson Santos, Diretor do Colégio Estadual Luís Rogério de Souza, de Camamu.

Cairu iniciou a programação do segundo dia com a Filarmônica Gosto de Álcool, que convidou a comunidade para dançar e cantar músicas tradicionais de Carnaval e caminhar pelas ruas históricas da cidade. “As próprias pedras mostram a cultura do município de Cairu”, pontua Antônio Isaías do Rosário Ribeiro, Secretário de Cultura. Já em Ituberá, os participantes visitaram a Trilha Caminhos dos Jesuítas, datada de 1759, em que curiosidades e discussões fizeram parte do passeio. Taperoá e Valença fecharam a Parada com seminários e caminhadas educativas.

“A valorização da nossa história nos fortalece para consolidação do desenvolvimento sustentável de um povo que sabe reconhecer o passado para a construção do futuro”, ressalta Pedrina Belém do Rosário, interlocutora de comunicação do Ides e apoiadora direta do evento.

A Parada Cultural faz parte de um calendário de atividades fomentado pelas instituições ligadas ao Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDIS). A ideia é aproximar as comunidades do PDIS e esclarecer os principais resultados e desafios. Ainda serão realizadas neste ano comemorações aos dias da Árvore, da Criança e da Consciência Negra.

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