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OCT fortalece compromisso com o meio ambiente

Ao longo de 10 anos de atuação, a Organização de Conservação de Terras vem estimulando atividades que visam o equilíbrio dos fluxos de vida ? água, solo, fauna, flora, o homem e seus negócios

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Recuperação e conservação das florestas e dos fluxos de vida - água, solo, fauna, flora, seres humanos e seus negócios – na Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi, localizada no Baixo Sul da Bahia. Essa é a principal atividade fomentada nos 10 anos de atuação da Organização de Conservação de Terras (OCT), instituição que contribui para o fortalecimento do capital ambiental da região. “Temos o objetivo de desenvolver um modelo prático que vise o tratamento adequado dos elementos da natureza. Isso significa estabelecer formas seguras para promover a sustentabilidade”, pontua Joaquim Cardoso, Presidente do Conselho Deliberativo da OCT.

A instituição tem estimulado três iniciativas, por meio da Aliança Cooperativa de Serviços Ambientais (ACSA), que norteiam e reiteram sua missão. Uma delas é o desmatamento evitado, que se propõe a conscientizar as comunidades locais sobre a importância de cuidar e manter as árvores. Dessa forma, o agricultor rural, recebendo orientações técnicas e sendo remunerado anualmente, é estimulado a prestar serviço ambiental. A meta é que, até 2016, 77 mil hectares sejam conservados.

A segunda ação vem incentivando o reflorestamento. Já foram refeitos 50 hectares de mata, com o plantio de 75 mil mudas, o que possibilitou a recuperação de 25 nascentes. E a terceira está vocacionada ao estímulo de Sistemas Agroflorestais - modo de plantio que integra a agricultura à floresta, tendo como base a manutenção natural das árvores e cultivos diversos - e silvicultura, que é o plantio de madeira de lei para comercialização.

Essas três atividades contribuem para a implementação dos Corredores Ecológicos, projeto que busca conectar fragmentos de Mata Atlântica, com extensão que vai da Bahia ao Espírito Santo. A OCT atua no Corredor Papuã-Pratigi, que abrange os municípios de Piraí do Norte, Nilo Peçanha, Ituberá, Igrapiúna e Ibirapitanga. “A atuação contempla o desafio de facilitar a adoção de práticas restauradoras de ecossistemas e de possibilitar sistemas de produção ecologicamente equilibrados, que contribuam para a conservação de forma global”, reforça Volney Fernandes, Coordenador Integrador da ACSA. Já André Catixa, líder da Associação de Lagoa Santa, comunidade quilombola do município de Ituberá, pontua que “o propósito é cuidar do nosso verde. Somamos esforços com a OCT e temos alcançado êxito nas ações de reflorestamento. Além disso, essa atividade contribui para a geração de emprego e renda para os moradores”.

Ministério Público do Estado da Bahia, Secretaria do Meio Ambiente do Estado da Bahia, Coordenação do Desenvolvimento Agrário, Instituto BioAtlântica, Grupo M. Libânio, Fundo Brasileiro para Biodiversidade, Oi Telecomunicações, produtores rurais e famílias locais são alguns dos parceiros desta iniciativa. Assim como as instituições ligadas ao Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de APAs do Baixo Sul da Bahia (PDIS), do qual a OCT também faz parte.

Projetos estruturantes
A organização também vem coordenando outras duas ações na região, em conjunto com os Governos Federal e da Bahia, respectivamente: Aliança Cooperativa Energética e Estrada Parque da Cidadania (EPC). O primeiro consiste em reativar cinco Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH) existentes no Baixo Sul para fornecer energia limpa e renovável à população. Essa iniciativa irá promover, também, a proteção e recuperação das nascentes e matas ciliares. Cria-se, assim, um círculo virtuoso: a água gera a energia, que possibilita o reflorestamento, que aumentará a vazão dos rios, produzindo mais energia. Os projetos técnicos estão concluídos e a fase atual é de captação de recursos.

A EPC, com 150 quilômetros, perpassa quatro municípios – Ibirapitanga, Piraí do Norte, Ituberá e Igrapiúna – e liga a BR-101 à BA-001 e ramificações. A estrada representa a infraestrutura básica de comunicação e geração de riquezas e permitirá o transporte de pessoas, insumos e mercadores. As obras de pavimentação com paralelepípedos iniciaram-se em 2010 e utilizam materiais que limitam a velocidade, é de fácil manutenção, tem maior vida útil e diminui a impermeabilização do solo. Atualmente, 17 km da etapa inicial já foram construídos. Quando ficar pronta, a EPC será administrada pela comunidade, por meio da Associação Guardiã da APA do Pratigi.

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