11h22

Pelas Águas do Baixo Sul

Coopecon e Coopemar impulsionam o capital produtivo na região por meio da atividade aquícola

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Incentivar a geração de trabalho e renda para produtores rurais. Capacitar líderes e estimulá-los a serem donos de seu próprio negócio. Contribuir para a produção de riquezas e promover o desenvolvimento sustentável. Essas são as principais atividades fomentadas pela Aliança Cooperativa Estratégica da Aquicultura, um modelo que beneficia trabalhadores do campo e suas famílias por meio do incentivo ao comércio justo. A Cooperativa dos Aquicultores de Águas Continentais (Coopecon) e a Cooperativa Mista de Marisqueiros, Pescadores e Aquicultores do Baixo Sul da Bahia (Coopemar) são as instituições que fazem parte dessa Aliança e buscam impulsionar o capital produtivo no Baixo Sul da Bahia.

Cultivo de Tilápia
A Coopecon, com sede no município de Ituberá, a 320 km de Salvador, nasceu da mobilização social de piscicultores da zona rural. Tem como propósito apoiar trabalhadores, com assistência técnica, e contribuir para o fortalecimento da atividade aquícola na região, principalmente com o cultivo de tilápia. “A aquicultura tem se fortalecido como um caminho para o crescimento sustentável. Hoje já temos uma produção estável em algumas comunidades e estamos estimulando novos produtores para fazer parte da equipe”, pontua Marcel Santos, líder da cooperativa. Também está integrada à Casa Familiar das Águas (CFA), fortalecendo o conceito da Aliança que, nas palavras do líder Adriano Freire, “garante a sinergia entre a CFA - produção de ciência e tecnologia e formação de jovens empresários - e as Cooperativas – constituídas pelos setores primário (aquícola) e secundário (industrial)”.

Criada em 2010, a Coopecon conta com 37 associados e diversos parceiros, tais como Ministério da Pesca e Aquicultura, Departamento Nacional de Obras Contra as Secas - ligado ao Ministério da Integração Nacional -, Secretaria da Agricultura, Pecuária e Regularização Fundiária do Estado de Rondônia, Banco do Brasil, AguaVale, Pratigi Alimentos, além da Fundação Odebrecht.

Expectativas

Atualmente, a produção mensal da Coopecon chega a 40 toneladas de tilápia, o que gera renda média, por mês, de aproximadamente R$ 900 por cooperado. “Estamos entusiasmados com o retorno financeiro, pois a aquicultura é uma atividade que vem se desenvolvendo e conquistando a confiança de todos”, pontua Adenilton Pereira do Nascimento, cooperado e morador da comunidade Lago Antônio Rocha, em Igrapiúna (BA).

A tilápia já vem sendo comercializada nas regiões Nordeste - restaurantes Baby Beef e Petit Bernard, Exceler Pescados e Max Carnes (Bahia); Noronha Pescados e Qualimar Pescados (Pernambuco); César Facó (Paraíba e Ceará) - e Sudeste - WDI Importadora e Exportadora (São Paulo).

Atividade Estuarina
Criada em 2003, a Coopemar surge do desejo de produtores de comunidades pesqueiras de realizar seu próprio negócio. Começou com a produção de tilápias estuarinas em tanques-rede, apresentando aumento no faturamento de R$ 781 mil, em 2006, para R$ 1,4 milhão, em 2009. “Consegui realizar um sonho! Já tinha um terreno e com o lucro da produção, consegui levantar a minha casa”, relatou Orlando da Hora Santos, morador da comunidade de Canavieiras, em Cairu (BA). Em 2004, a tilápia começou a dar os primeiros resultados quando foi comercializada pela rede de supermercados francesa Auchan, que adquiriu a produção de 2,2 toneladas de peixes inteiros. Já em 2009, um dos destinos do pescado foi a exportação para Angola, por meio de uma parceria social com o supermercado Nosso Super. Com o impacto das mudanças climáticas nas condições estuarinas, a Coopemar reduziu a produção de tilápia e vem buscando novas formas de geração de trabalho e renda para seus associados.

Com o apoio do Fundo Multilateral de Investimentos, do Banco Interamericano de Desenvolvimento (Fumin/BID), a cooperativa realizou pesquisas e capacitações na região a fim de localizar espécies mais resistentes para o ambiente estuariano. “Estamos experimentando o cultivo de ostras. Já temos mais de 20 famílias envolvidas nesse projeto. Temos também outros dois estudos experimentais sobre o cultivo do peixe beijupirá e de algas no estuário”, completa Fábio Nepomuceno, presidente da Cooperativa. Dalmo de Oliveira Bomfim, vice-presidente, reforça que “o apoio dos parceiros sociais é importante para que consigamos gerar renda para os cooperados ativos”.

Em Destaque!
Até 2004, as 82 famílias assentadas na Mata do Sossego formavam uma comunidade improdutiva, desarticulada e com altos índices de violência. Com a chegada dos projetos ligados ao PDCIS à região, a comunidade evoluiu em renda e organização, tornando-se exemplo de assentamento produtivo. Uma das instituições que está presente no assentamento é a Coopecon, que realizou um trabalho de mobilização para esclarecer e ensinar a melhor forma de produzir a tilápia. As seis represas, existentes desde 1980, passaram a ser fonte de renda para os cooperados. Também existe um projeto de experimentação para o cultivo de pirarucu. “A expectativa é gerar mais trabalho e aumentar a renda. Estou muito feliz com o apoio da Coopecon”, afirma Luzineide Moraes do Carmo, moradora do assentamento há 23 anos, associada e integrante do Conselho Fiscal da Cooperativa.

Você Sabia?
Em 2010, a Coopemar comemorou a conquista da ISO 9001, certificação do Grupo Bureau Veritas Certification. Dessa forma, foi atestado que o sistema de gerenciamento da cooperativa é baseado em princípios de qualidade, com envolvimento da equipe, liderança, melhoria contínua, abordagem de processos e sistemas, entre outros. Para Roberto Lessa, Vice-Presidente da Fundação Odebrecht – Área da Educação Produtiva -, este é o fruto de ações realizadas com planejamento e disciplina. “O apoio dos parceiros, a motivação dos colaboradores e a visão diferenciada dos consultores contratados garantiram o resultado”, assegura.

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