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Conservação ambiental com geração de trabalho e renda

Parceria entre a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional e a Organização de Conservação de Terras beneficiará 500 unidades-família

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Responsável pela recuperação e conservação dos fluxos de vida na Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi, localizada no Baixo Sul da Bahia, a Organização de Conservação de Terras (OCT) inicia o ano selando uma importante parceria com a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada ao Governo da Bahia. Essa integração permitirá a realização do projeto “Conservação Produtiva: Novos Arranjos como Estratégia para o Desenvolvimento Territorial em Bases Sustentáveis”, que visa prestar apoio técnico a agricultores familiares, orientando-os quanto ao manejo apropriado de cultivos. Com duração de 36 meses e aporte financeiro da CAR no valor de R$ 2,3 milhões, a ação será iniciada em março de 2012. Na região, beneficiará 500 unidades-família residentes de comunidades dos municípios de Igrapiúna e Piraí do Norte.

A proposta é que sejam implantados Sistemas Agroflorestais como estratégia de promover uma economia local em bases sustentáveis, valorizando os ativos naturais existentes no território e a manutenção dos serviços ambientais agregados à geração de trabalho e renda. “Os moradores terão acompanhamento técnico, focado no planejamento socioambiental das propriedades e no desenvolvimento e comercialização de um produto com qualidade superior e valor agregado”, garante Volney Fernandes, Coordenador Integrador da Aliança Cooperativa de Serviços Ambientais (ACSA).

A princípio, o projeto terá como foco a cultura cacaueira, por já estar estabelecida na região, fortalecendo o sistema cacau/cabruca. Esse método de plantio elimina o excesso de vegetação arbórea, fazendo com que o cacau não seja cultivado em sombra completa nem fique exposto à constante luminosidade do sol. Como resultado, esse cultivo gera benefícios econômicos e serviços ambientais e favorece a biodiversidade com a formação de corredores ecológicos.

A previsão é que também estimule a ampliação da produção de outras espécies na região, como banana, abacaxi, açaí, cupuaçu e seringueira. “Esse modelo contribuirá para a conservação dos fragmentos florestais no território, com melhoria significativa da qualidade de vida das comunidades locais”, reforça Volney.

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