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Edição 160 - Aqui, agora, em nossas mãos

No Baixo Sul da Bahia, iniciativa da Fundação Odebrecht contribui para a formação profissional de jovens empresários rurais

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texto Gabriela Vasconcellos
fotos Almir Bindilatti

André Carlos dos Santos durante
atividade do PDJE: “Aprendi
a administrar meu tempo”

O dia ainda não amanheceu, e André Carlos dos Santos, 25 anos, já está a postos na estação rodoviária de Ituberá (BA). São 5 horas da manhã de sexta-feira, e o cansaço parece não existir. Durante a semana, ele se divide entre a faculdade de Administração de Empresas, o trabalho na área financeira do Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides), a presidência da Associação Comunitária de Lagoa Santa, local onde nasceu, e a realização de oficinas sobre turismo, esporte e leitura na região.

Uma vez por mês, André ainda marca presença nas oficinas de capacitação do Programa de Desenvolvimento de Jovens Empresários (PDJE). Por isso, aguardava o ônibus tão cedo. Conciliar todas as atividades não é tarefa fácil. Quem o conhece, brinca que seu dia possui mais de 24 horas. Para dar conta de tudo, André precisou se planejar. “Consegui criar uma rotina. Aprendi a administrar meu tempo em um dos módulos trabalhados no PDJE. Esse foi o tema que mais chamou minha atenção”, diz ele, também responsável pela logística de transporte dos demais participantes.

O PDJE é uma iniciativa da Fundação Odebrecht. Em alinhamento com a Tecnologia Empresarial Odebrecht, contribui para a formação profissional de 21 jovens empresários rurais que atualmente trabalham em instituições ou projetos que fazem parte do Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDIS). O grupo, em sua maioria, é composto de ex-alunos das unidades de ensino ligadas ao PDIS. André é um deles. Ingressou na Casa Familiar Agroflorestal em 2006 e viu sua vida se transformar.

“Sempre paro para refletir e analisar como era o passado. Hoje não acredito onde cheguei”, comenta André, que cresceu em uma comunidade quilombola. Ele salienta que até a relação com a família mudou. “Meus pais sentem orgulho em me ver replicando os conhecimentos para a comunidade. Minha mãe diz que sou um jovem exemplo.”

Formação continuada
Nessa segunda edição do PDJE, 11 módulos já foram realizados, e outros sete ocorrerão até o fim de 2012. São abordados temas como liderança, expressão pessoal, plano de vida e carreira, globalização, sustentabilidade, cidadania, elaboração de projetos, comunicação e segurança empresarial. Para Gilcia Beckel, coordenadora da segunda turma do PDJE, a essência do programa é o desenvolvimento da capacidade empresarial dos jovens. “É visível o entusiasmo e interesse de todos. Essa formação continuada está contribuindo para a evolução de cada um. Havia grande expectativa em relação ao que seria esse trabalho. Hoje eles participam ativamente das discussões. Os palestrantes são só elogios”, relata Gilcia, que integrou a Organização Odebrecht por 28 anos e atualmente é consultora em desenvolvimento humano da Fundação Odebrecht.

Além de receberem o acompanhamento de Gilcia, os participantes interagem, a cada módulo, com facilitadores, que são integrantes da Fundação Odebrecht, do PDIS ou especialistas. Maria Celeste Pereira, Diretora Executiva do Instituto Direito e Cidadania, instituição ligada ao PDIS, foi uma dessas pessoas. “A multiplicação do aprendizado é resultado do compromisso com a socialização do saber adquirido. Nosso entendimento é que o conhecimento contribui para a formação de uma sociedade mais justa e democrática”, afirma Maria Celeste, que esteve entre os 18 jovens inseridos na primeira edição do PDJE e agora compartilha suas experiências.

Ana Paula Conceição, participante da segunda turma, reforça essa necessidade. “Não faz sentido ficarmos com esse conhecimento somente para nós mesmos. Precisamos replicá-lo, torná-lo disponível à comunidade”, defende a ex-aluna do Colégio Estadual Casa Jovem, atualmente multiplicadora do projeto Círculos de Leitura, que estimula a leitura e a compreensão de textos, contribuindo para o desenvolvimento de novos líderes.

Valéria Nakamura, consultora da Tríade do Tempo, facilitou a discussão com o tema “Ser Empresário – O Pensamento Estratégico”. “Encontrei um grupo articulado nas perguntas e colocações. Fiquei bastante satisfeita com o andamento das atividades. O importante é o conhecimento que eles levam daqui.” De acordo com Jeane Oliveira, agricultora e integrante da Associação Guardiã da Área de Proteção Ambiental do Pratigi, esse foi o tema mais marcante. “Aqui temos a oportunidade de aperfeiçoar o que vemos no trabalho e na vida pessoal, tudo está ligado. Estamos profissionalizando a informação”, assegura Jeane, que também é ex-aluna da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves.

Aproveitar essa troca é o que motiva André a não faltar a nenhum módulo. “O que mais levo dos palestrantes é o exemplo, a experiência. São pessoas que têm vivência, e nós aproveitamos isso.” Para ele, todas as atividades são prioridade. “Busco seguir meu plano de vida e carreira. Já consegui realizar muitas coisas. Minha família morava em uma casa de barro, e, agora, temos uma moradia melhor. No fim do ano, concluirei a faculdade. As coisas estão acontecendo. Estou cumprindo meus prazos.”


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