09h18

Tempero de sucesso

Proprietária do Restaurante Quilombola Pedro Sorriso, a cozinheira Zenilda do Rosário é um exemplo de determinação no Baixo Sul

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Das mãos de Zenilda do Rosário nascem verdadeiras obras de arte. Moquecas, peixes defumados e o famoso pirão de banana-da-terra são algumas das especialidades produzidas pela cozinheira. A moradora da comunidade quilombola de Jatimane, localizada em Nilo Peçanha (BA), começou devagar a transformar o dom da culinária em renda. Primeiramente, comercializava bebidas e pratos simples em um pequeno restaurante. Mas o tempero fez sucesso e logo precisou expandir o negócio. “Sonhava em fazer mudanças no espaço. Fruto do trabalho realizado em conjunto com minhas filhas consegui construir um quiosque, o que permitiu ampliar o atendimento”, destaca.

Assim, o Restaurante Quilombola Pedro Sorriso cresceu e tornou-se referência na região. “Muitos vêm de outros municípios para almoçar”, assegura D. Nida, como também é conhecida. O nome de seu restaurante é uma homenagem ao marido, que morreu há quatro anos. “Pedro atendia todos os clientes com um grande sorriso. Ele via a pessoa pela primeira vez e acreditava que já a conhecia há muito tempo”, relembra emocionada. Para D. Nida, a perda do marido foi um dos momentos mais difíceis. Nessa época, pensou em deixar de cozinhar, mas com o apoio dos amigos e da família seguiu em frente.

Não se arrependeu. A cozinheira está contando atualmente com consultoria do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) para reestruturar o restaurante. “Aprendi um pouco em cada reunião. Recebi muitas dicas e já estou colocando em prática”. A parceria com o Sebrae foi viabilizada pelo Instituto de Desenvolvimento Sustentável do Baixo Sul da Bahia (Ides) – instituição que faz parte do Programa de Desenvolvimento Integrado e Sustentável do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDIS), apoiado pela Fundação Odebrecht.

Uma das mudanças pode ser facilmente percebida na decoração do restaurante. Os artesanatos produzidos a base de fibra de piaçava que decoram as paredes também ganharam vida nas experientes mãos da também artesã D. Nida. O colorido das toalhas e as panelas de barro dão o toque final. “Estou me preparando para receber bem os visitantes. Com o turismo crescente aqui na região poderemos ampliar ainda mais”.

Pedrina do Rosário, uma das três filhas da cozinheira, acredita no sucesso do negócio. “Sei que temos muito para caminhar, mas o meu sentimento hoje é de realização. Nosso restaurante irá se desenvolver”, garante a jovem, que além de ajudar a mãe é responsável pela Área de Comunicação do Ides. Os olhos de D. Nida refletem sua maior alegria: ter a família reunida. “Fico na cozinha despreocupada enquanto minhas filhas estão no atendimento do restaurante”.

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