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Inspire-se nas histórias de vida de empresárias rurais

Seja cultivando palmito ou produzindo peças de artesanato, elas conduzem suas atividades de forma autônoma e complementam a renda de suas famílias

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Com origem marcada por lutas visando melhores condições de vida e trabalho, o Dia Internacional da Mulher vem sendo comemorado em 8 de março desde 1977. A data foi estabelecida pela Organização das Nações Unidas para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres.

Segundo pesquisa recente da empresa de consultoria Ernst & Young, o Brasil ocupa a quinta posição no número de mulheres que lideram negócios, atrás apenas da China, Chile, Argentina e Colômbia. O estudo atrela o crescimento do empresariamento feminino a diversos fatores, como a independência financeira, flexibilidade da jornada laboral e a possibilidade de ficar mais tempo com os filhos. Além de, cada vez mais, mulheres serem responsáveis pelo sustento dos lares no País – cerca de 35%.

A fim de trazer exemplos concretos que confirmem esses indicadores, o jornal A Tarde publicou reportagem especial para contar histórias de moradoras de municípios baianos. Diariamente, elas conduzem suas atividades de forma autônoma e garantem renda para viverem com dignidade. Uma das mulheres descritas na matéria é Elza Teles, 32 anos, que contribui com o sustento de cinco filhos com cultivo de palmito, chegando a receber R$ 1 mil por mês com a venda do produto. “Tudo melhorou. As pessoas estão comprando geladeira, TV, terreno e hoje não se vê mais ninguém indo embora”, conta a agricultora, que mora em Igrapiúna (BA) e faz parte do quadro de associados da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm).


Elza Teles cuida do plantio de palmito em sua propriedade junto com seu marido

Também integrada a uma cooperativa, no caso, a Cooprap - Cooperativa das Produtoras e Produtores Rurais da Área de Proteção Ambiental do Pratigi, Santília Souza, 50 anos, é uma das pioneiras na extração da piaçava para confecção de artefatos – cestas, bolsas, luminárias, mandalas, dentre outros. A artesã influenciou outras moradoras da comunidade de Lagoa Santa, em Ituberá (BA), a se envolverem com a atividade. “Todo mês elas viam o dinheirinho que entrava. Isso fez com que todas resolvessem aderir”, conta Santília.

Apoiadora do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), do qual a Cooprap e Coopalm estão integradas, a Fundação Odebrecht demarca a fundamental posição das mulheres frente a cooperativas e instituições locais. “Nesse contexto, há uma significativa participação de mães, que são o eixo estratégico das famílias”, finaliza Mauricio Medeiros, Presidente Executivo.

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