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Sementes que transformam vidas

Parceria entre Instituto Oi Futuro e Organização de Conservação da Terra viabiliza Rede de Coletores de Sementes, ação que permite aos agricultores complementarem renda familiar

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Ao contar sua história, o agricultor André da Conceição, 31 anos, relata, orgulhoso, a realização de um sonho: “Comecei a construir uma nova casa para minha família”. Esta realização está sendo possível porque André, morador da comunidade da Ingazeira, em Ituberá (BA), passou a fazer parte da Rede de Coletores de Sementes, ação conduzida pela Organização de Conservação da Terra (OCT). A iniciativa faz parte do projeto Produzindo Sementes, Mudando Vidas, com atuação específica na Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi. Aprovado no edital Oi de Projetos para o Meio Ambiente - 2011, o projeto conta com investimento do Instituto Oi Futuro no valor de R$ 250 mil e contrapartida da OCT de R$ 47 mil.

A Rede de Coletores busca atingir três metas: promover oportunidade de renda, perpetuar espécies nativas de Mata Atlântica e conservar o meio ambiente. “Criei uma rotina diária de coleta e cheguei a adquirir R$ 2 mil com a comercialização das sementes”, comemora André. Antes de fazer parte da iniciativa, o agricultor vivia com esposa e três filhos numa casa de taipa, mal estruturada e com cômodos apertados. Quem vê a nova residência hoje consegue entender a alegria de André. “Fiquei bastante surpreso com o resultado porque nunca imaginei que colher e vender sementes pudesse garantir renda”, avalia.

No momento, a equipe da OCT recebe a produção e repassa-a para viveiros de mudas de Mata Atlântica instalados no sul da Bahia. “Ainda iremos implantar uma câmara fria para armazenar maior quantidade de sementes e ampliar as vendas”, destaca Volney Fernandes, Líder da Cooperativa Estratégica de Serviços Ambientais, uma das linhas de atuação da OCT.

Entre instruções teóricas e práticas, 12 capacitações foram realizadas para orientar os produtores. Módulos sobre colheita de sementes, produção de mudas, legislação e certificação, empresariamento do negócio, dentre outros, foram abordados. Na coleta, o produtor seleciona as sementes dispostas no chão; já na colheita, o agricultor utiliza equipamentos de segurança para subir em árvores e catar as sementes nas copas. De acordo com Volney, o último método “é o mais recomendado porque permite selecionar sementes com qualidade”. Fábio Lopes, coordenador do projeto, completa: “Após essa etapa, estamos viabilizando encontros com profissionais da área para permitir uma troca de conhecimentos”.

Atualmente, 54 agricultores de 14 comunidades dos municípios baianos de Ituberá, Igrapiúna, Piraí do Norte e Ibirapitanga participam do projeto. Ademir Matos é mais um deles. Com 56 anos, ele é um dos conselheiros da Rede de Coletores e contribuiu para a criação de um estatuto que define as regras básicas do trabalho. Assim, ele auxilia e incentiva amigos e vizinhos a participarem da ação, além de mostrar na prática que a coleta de sementes dá resultados. “Recebi mais de mil reais e aproveitei para fazer investimentos em meus plantios”, pontua o morador da comunidade Josinei Hipólito, em Ituberá.

 


Durante reunião com equipe da OCT, Ademir Matos (à direita) foi escalado como um dos conselheiros da Rede de Coletores de Sementes

A OCT é uma das instituições apoiadas pela Fundação Odebrecht por meio do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado do Mosaico de APAs do Baixo Sul da Bahia – PDCIS.

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