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Jovens bolsistas da Embrapa realizam pesquisa para combater pragas e melhorar produção

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Junto com o ano letivo, mais uma etapa foi concluída para nove estudantes da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). Durante doze meses esses jovens e suas famílias se dedicaram ao Programa de Bolsa de Iniciação Científica Júnior (PBIC), iniciativa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), que tem como uma das linhas de pesquisa a promoção do controle natural de pragas na mandioca.
 
Desde 2003, a Embrapa apoia a CFR-PTN e a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan). A pesquisa é realizada por meio da implantação da cultura e monitoramento nas propriedades dos educandos, tendo sido ampliada para mais dois anos, com a inserção de três estudantes da CFR-PTN e possibilidade de replicação para educandos da Casa Familiar Agroflorestal (CFAF). 
 
Entre as ações desenvolvidas ao longo do ano, ocorreram visitas ao Centro Nacional de Pesquisa em Mandioca e Fruticultura na cidade de Cruz das Almas (BA), implantação de novas áreas de plantio, palestras para agricultores em comunidades, além da visita dos estudantes à sede da Embrapa. “Conseguimos mostrar a importância desta iniciativa, que auxiliará no combate de pragas da cultura que trabalhamos há muito tempo”, afirma Sidineia Brito, estudante da CFR-PTN.
 

Estudantes da CFR-PTN durante visita à sede da Embrapa
 
O experimento se concentra na implantação de clones da mandioca nas propriedades dos educandos e monitoramento populacional de insetos praga. Rômulo Carvalho, pesquisador da Embrapa, esclarece que “é realizada a avaliação comparativa com a variedade local e resistência em relação à mosca branca”. Segundo ele, no final da pesquisa, os dados serão computados e divulgados para toda a comunidade envolvida, que poderá ser beneficiada com o controle de pragas que hoje influenciam na qualidade da produção. 
 
Carvalho considera a experiência pioneira, pois é a única desenvolvida em escola técnica de nível médio que realiza estágios na propriedade de educandos. “Com o diálogo entre os saberes científico e o popular é possível construir novos conhecimentos com base nas realidades socioeconômicas e ambientais locais”, salienta.


Laboratório da Embrapa foi um dos locais de aprendizado dos estudantes
 
A previsão para execução completa do experimento é de três anos. Essa primeira etapa irá gerar um artigo com a divulgação da metodologia do projeto. O material será publicado em 2014 na revista internacional Agriculturas. Para a estudante Alessandra Souza, foi gratificante participar da pesquisa. “Estou muito feliz, pois estou tendo a oportunidade de observar e coletar dados, agregando conhecimento à minha formação”.

“Em 2014, o projeto continuará ainda mais intenso e daremos continuidade com novos experimentos, sendo esta uma nova oportunidade de geração de conhecimentos e resultados científicos”, finaliza Rita Cardoso, Engenheira Agrônoma e Coordenadora do Estágio.
 
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