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Compartilhando conhecimentos

Conheça como a Pedagogia da Alternância é aplicada nas Casas Familiares Rurais do Baixo Sul da Bahia

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As Casas Familiares rurais tem como objetivo gerar oportunidades e contribuir com a fixação de jovens talentos no campo, colaborando com o desenvolvimento regional. Joanice Ribeiro, 36 anos, é mãe de Tiago Ribeiro, 14, estudante da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) e conta que “a unidade de ensino foi o melhor presente para nossa região”.

Tiago atualmente cursa o 2º ano do ensino médio integrado ao curso técnico em agropecuária. A CFR-PTN é uma das iniciativas que fazem parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de Áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), fomentado pela Fundação Odebrecht com parceiros públicos e privados.


Jovens durante aulas práticas na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves 


A formação nas Casas Familiares Rurais tem duração de três anos e tem como base a Pedagogia da Alternância – os jovens passam uma semana em período integral, com aulas na sala (teórica) e no campo (prática), e duas na propriedade da família, aplicando os novos conhecimentos. Segundo Joana Almeida, Assessora Educacional da Fundação Odebrecht, são totalizadas 45 alternâncias integrativas ao longo da formação.

“Nesse contexto buscamos que os alunos estejam sempre integrados, simultaneamente, com a família e a escola, uma vez que, dentro da estrutura metodológica prevista, eles não se afastam do ambiente educativo”, esclarece.

Todo o processo é orientado e acompanhado por um monitor, que realiza periodicamente visitas técnicas às propriedades dos estudantes. “É uma satisfação muito grande quando visitamos o projeto dos jovens e encontramos tudo certinho, a sensação é ainda melhor quando já estão produzindo. Eu sempre comento que o fruto do nosso trabalho é o sucesso deles”, salienta Emília Gabriela, monitora da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I). Gabriela ressalta que a alternância permite que o jovem agricultor consiga adquirir conhecimentos necessários para descobrir alternativas e soluções que possam contribuir com sua família e comunidade.

O jovem Tiago conta que a cada alternância surgem novos questionamentos e poder dividir o seu aprendizado com a comunidade faz toda a diferença. “Melhorei minha autoestima e estou a cada dia aprimorando meu conhecimento. Hoje tenho a certeza que quero ser agricultor”.

Ao retornar à CFR-PTN, ele e outros estudantes se dedicam ao aprofundamento do que acontece no meio familiar. “Conseguimos tirar dúvidas e contribuir também com o que acontece nas comunidades de nossos colegas de turma”, diz.

“A Pedagogia da Alternância vai do concreto ao abstrato, ou seja, ela parte da prática para a teoria e retorna à prática para melhorá-la, transformá-la”, finaliza Joana.

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