17h10

Educação para a Vida e pelo Trabalho

Veja como as Casas Familiares Rurais estão contribuindo com a mudança na vida de jovens do Baixo Sul da Bahia

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A Fundação Odebrecht foi criada por Norberto Odebrecht em 1965, mas foi em 1988 que elegeu o jovem como foco de sua atuação. Consciente da importância da formação familiar e educacional em suas conquistas, o empresário decidiu, de forma inovadora, contribuir para o desenvolvimento desse público.

“A Educação para a Vida deve começar nessa fase, período em que o ser humano questiona tudo e todos em busca dos paradigmas que irão orientá-los e definir seus rumos”, destacou Norberto Odebrecht durante entrevista concedida em 2005 à Revista Odebrecht Informa.

Ainda de acordo com ele, foi essa crença que levou a definição da Missão da Fundação Odebrecht de “Educar para a Vida, pelo Trabalho, para Valores e Limites”. Desde então, as ações focam no trabalho com o jovem e não para o jovem, entendendo-o como parte da solução e não como problema. Ao retirá-los da posição de simples beneficiários, eles são educados e incentivados a liderar as grandes mudanças que impactarão na definição de seus próprios destinos.

é no que acredita Déborah Santana, 25 anos, ex-aluna da Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN) – unidade de ensino que faz parte do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), apoiado pela Fundação Odebrecht e parceiros públicos e privados. “O jovem protagonista é aquele que se compromete com o meio na busca de soluções conjuntas, não só da comunidade, mas de onde quer que esteja”, assegura.

O atual desafio da Fundação Odebrecht, no contexto do PDCIS, é tornar a região próspera socioeconômica e ambientalmente, de forma sustentável, fixando os jovens no campo, integrados a suas Unidades-Família. A ação se dá por meio da formação diferenciada e especializada oferecida aos filhos do meio rural (educação técnica qualificada) e do fomento ao contexto no qual eles estão inseridos, de forma que encontrem espaço para seu desenvolvimento, alavancando o progresso de suas comunidades.

Essa educação técnica é oferecida por meio das Casas Familiares Rurais. Atualmente, quatro unidades de ensino integram o PDCIS onde os alunos aprendem sobre administração rural, cooperativismo, manejo de solos, irrigação, drenagens, além dos mais diversos cultivos. A metodologia utilizada é baseada na Pedagogia da Alternância: o jovem passa uma semana em período integral, com aulas na sala (teóricas) e no campo (práticas), e duas na propriedade junto com suas famílias, aplicando novos conhecimentos. Os estudantes vivem diferentes etapas durante a formação e, desde o início, têm contato com uma prática produtiva vocacionada para a área do seu curso.

“Os monitores acompanham e orientam as práticas produtivas que tem como propósito aprendizagem para a geração de trabalho e renda que possibilite a permanência do jovem na zona rural”, esclarece Robson Kisaki, Diretor da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), que oferece o curso técnico em Agronegócio integrado ao Ensino Médio.

Lucas de Jesus, aluno do 1º ano na CFR-I, conta que a cada alternância é possível perceber os frutos do aprendizado. “Estou começando a preparar a área para implantação da horta e cada vez que volto para casa levo mais informações. Já aprendi sobre manejo de pragas sem produtos químicos e compartilhei com minha comunidade”, comemora.

Para Letícia Macedo não é diferente. Ela está no 2º ano do curso técnico em Agropecuária integrado ao Ensino Médio na CFR-PTN e demonstra toda a sua satisfação por poder continuar vivendo na zona rural, ao lado de sua família. Na propriedade dos pais, tem cultivado um hectare de banana tipo terra e está na fase de implantação de dois hectares de aipim e três de mandioca. “A CFR-PTN nos ensina formas de administrar nossos recursos. Com princípios, valores, metas e espírito de servir podemos encontrar tudo no campo”, diz.

A vontade de permanecer no local onde nasceu também é compartilhada por José Renildo Correia, que está no 3º ano do curso técnico em Florestas integrado ao Ensino Médio, oferecido pela Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf). “Eu era um adolescente sem perspectiva de futuro e hoje consigo contribuir com o crescimento da minha família e das comunidades locais”, conta o jovem que desenvolve cultivos em parceria com seu irmão, também estudante da Cfaf.

Além da CFR-PTN, CFR-I e CFAF, também integra o PDCIS a Casa Familiar das águas (CFA), que oferece o Curso de Qualificação em Aquicultura, com duração de um ano, voltado aos filhos de Aquicultores em ambientes continentais. A formação aborda temas como tecnologia do pescado e gestão e controle em piscicultura, dentre outros.

Ao concluírem os três anos de curso, os jovens iniciam uma nova etapa. Foi assim para Antônio Santos Filho. Ao finalizar a formação na CFR-I, tornou-se associado da Cooperativa dos Produtores de Palmito do Baixo Sul da Bahia (Coopalm) e deu continuidade aos cultivos com o pai. As novas técnicas aprendidas, aliadas à assistência da Coopalm, têm contribuído para ampliar a produtividade da família. “é possível viver bem na zona rural e se desenvolver sem a necessidade de migrar para os grandes centros. Do futuro, só tenho a certeza de que estarei envolvido com agricultura”, assegura o novo empresário rural.

Marcelo Roma é outro exemplo. Filho de produtor rural, o jovem já trilhou o seu caminho: “Realizei o sonho de ter uma propriedade, que posso chamar de minha. Meu foco agora é aqui. Sou dono do meu negócio”, assegura. Ele é ex-aluno da CFR-PTN e acredita no potencial da agricultura. “A gente move a cidade, move o mundo”.

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