17h15

Compromisso com o crescimento regional

Confira entrevista com Alessandra Mineiro, Administradora do Departamento de Economia Solidária do BNDES, sobre parceria com o PDCIS e a busca pelo desenvolvimento de jovens empresários rurais e agricultores do Baixo Sul da Bahia

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Um Acordo de Cooperação Técnica e Financeira firmado entre o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e a Fundação Odebrecht marcou, em 2009, o início de uma parceria para investimentos em ações sociais, produtivas, ambientais e de capacitação para comunidades do Baixo Sul da Bahia.

Por meio do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade do Mosaico de áreas de Proteção Ambiental do Baixo Sul da Bahia (PDCIS), jovens e agricultores estão sendo beneficiados com as ações implementadas na região. Confira entrevista concedida por Alessandra Mineiro, Administradora do Departamento de Economia Solidária do BNDES, sobre as iniciativas apoiadas em todo o País e como se dá a experiência junto ao PDCIS.


Parceria do BNDES com o PDCIS também beneficia aquicultores do Baixo Sul

1. Quais os critérios estabelecidos pelo BNDES para apoio a iniciativas voltadas à sustentabilidade?

Alessandra Mineiro: Investimos em propostas com potencial para geração de trabalho e renda com o objetivo de melhorar as condições de vida da população. Neste caso, o apoio é concedido com recursos não reembolsáveis destinados, prioritariamente, a projetos produtivos coletivos, que promovem o desenvolvimento regional e social.

A escolha das ações a serem apoiadas é baseada nas análises do público atingido e do mérito da iniciativa apresentada, bem como em aspectos financeiros, sociais, ambientais, institucionais e de governança.

Podem ser beneficiadas organizações que não possuem condições necessárias para acesso ao crédito, mas que consigam garantir sua sustentabilidade após os investimentos realizados pelo Banco.

2. O apoio do BNDES ao PDCIS contribui com a mudança na vida de jovens e cooperados da região. Qual a importância dessa parceria para vocês?

Alessandra:
 Todas as parcerias estabelecidas pelo BNDES para atingir o público-alvo de seus recursos são muito importantes na medida em que conferem maior alcance para o nosso apoio, que é limitado.

A atuação em conjunto com a Fundação Odebrecht foi uma das nossas iniciativas pioneiras junto a parceiros e, até hoje, nas visitas de acompanhamento que realizamos, nos emocionamos com a visível mudança que o PDCIS representa, especialmente na vida de jovens.

3. Qual a sua visão em relação à importância do PDCIS ao desenvolvimento do Baixo Sul da Bahia?

Alessandra:
 O Programa é importante porque, além de movimentar a economia regional, contribui para a redução do êxodo rural gerando oportunidades de estudo e trabalho.

4. Quando foi sua primeira visita ao Baixo Sul? Como foi a experiência de conhecer as iniciativas fomentadas na região?

Alessandra: 
Comecei a acompanhar o Programa em agosto de 2013, quando a parceria do BNDES com a Fundação Odebrecht já completava quatro anos, e minha primeira visita à região foi em novembro do mesmo ano. Na ocasião, fiquei bastante impressionada ao conhecer as Casas Familiares e o modelo adotado de pedagogia da alternância. é evidente a contribuição que essa iniciativa promove na formação dos empresários rurais.

Na passagem pelas cooperativas, pude perceber que elas também têm um papel fundamental ao garantir trabalho e renda tanto para formados nas instituições de ensino, agricultores e população local.

5. De que forma é realizado o acompanhamento dos investimentos do BNDES para o Programa?

Alessandra:
Os técnicos do BNDES estão sempre em contato com a Fundação Odebrecht, que está mais próxima das iniciativas implementadas e nos auxilia neste acompanhamento permanente. Além disso, realizamos visitas periódicas para analisar de perto os resultados dos investimentos do Banco.

6. Quais são os principais aprendizados da relação BNDES e PDCIS?

Alessandra:
Entendemos que a iniciativa serve como exemplo ao integrar diversas ações que se complementam, promovendo o crescimento regional de forma mais ampla e sustentável.

A proposta de oferecer aos jovens talentos do campo e aos agricultores o que eles precisam para se manterem no meio rural com perspectivas melhores para o futuro é um dos fatores que torna essa uma experiência diferenciada e meritória de ser replicada.

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