10h20

Mais árvores, mais vida

Organização de Conservação da Terra chega a marca de 170 mil mudas de árvores nativas da Mata Atlântica plantadas em restaurações florestais

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Uma pesquisa divulgada em 2014 pela Fundação SOS Mata Atlântica e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais apontou um aumento de 9% no desmatamento da Mata Atlântica no período de 2012-2013, em relação ao biênio anterior. Nos últimos 28 anos, esse bioma perdeu o equivalente à área de 12 cidades de São Paulo - a taxa anual de desmatamento é a maior desde 2008. Para contribuir na reversão desse quadro, a Organização de Conservação da Terra (OCT) desenvolve, dentre outros projetos, ações de reflorestamento na área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi, no Baixo Sul da Bahia, região integrante da Mata Atlântica, um dos hotspots de maior biodiversidade no Brasil e no mundo.

Em junho, mês dedicado a intensificar o debate sobre o meio ambiente, a OCT, que integra o Pacto de Governança da Fundação Odebrecht, através do PDCIS - Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade, chegou ao número de 170 mil árvores nativas da Mata Atlântica plantadas em restaurações florestais. Segundo Volney Fernandes, diretor executivo da instituição, trata-se de um número expressivo e com uma história que agrega serviços ambientais e fortalece a resiliência nas comunidades onde a OCT atua. “Estamos contribuindo com a proteção de 40% das espécies de pássaros do estado da Bahia e 398 espécies arbóreas por hectare de floresta”, ressalta Fernandes.

As 170 mil árvores plantadas são fruto de projetos executados com o apoio das parcerias com a Fundação Odebrecht, o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade (Funbio), o Fundo Nacional do Meio Ambiente (FNMA) e, também, a contribuição de pessoas físicas e jurídicas, por meio do Projeto Carbono Neutro Pratigi (clique aqui e saiba mais sobre o projeto). Espalhadas por toda a APA do Pratigi, as restaurações foram realizadas em áreas de Preservação Permanente priorizando as nascentes, com mudas desenvolvidas no viveiro da OCT. Todas as sementes que geram essas mudas são colhidas por agricultores familiares, membros da Rede de Coletores de Semente da APA do Pratigi, formados e capacitados pelo projeto “Produzindo Sementes, Mudando Vidas”. A iniciativa, executada pela instituição com apoio do Instituto Oi Futuro, é, segundo Fernandes, “um projeto que busca consolidar uma nova alternativa de trabalho e renda para as comunidades locais, baseada na cadeia produtiva da restauração florestal”.

Aos 48 anos e vivendo na comunidade de Mata do Sossego, município de Igrapiúna (BA), Josival Magno da Silva é um dos agricultores beneficiados pelos projetos de restauração da OCT e consciente da importância do seu papel em prol das mudanças para conservação do meio ambiente. “Além de cuidar da minha área, faço cursos e compartilho o que aprendo, contribuindo com outras restaurações. é muito bom ver que os animais voltaram a aparecer e que há vida onde antes não tinha”, explica. Criando um ciclo virtuoso de preservação, as áreas restauradas pela OCT atualmente encontram-se em diferentes estágios, sendo certificadas por padrões internacionais como o Climate, Community and Biodiversity (CCB) e Verified Carbon Standard (VCS).


O antes e o depois: acima, área de seu Josival em 2012.
Abaixo, foto de 2015 mostra área recuperada

*Com informações do site da OCT.

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