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Especial 50 anos - Uma aliança com a juventude

Agentes do próprio destino: desde a década de 1990, Fundação Odebrecht vem contribuindo para transformar a realidade de jovens nordestinos

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“é a primeira vez que alguém me deu uma oportunidade pelo que sou e não pelo que tenho". Essa frase, dita em 2002 pela cearense Luíza de Jesus, refletia o espírito de uma grande mudança, planejada e executada com a participação de jovens de 14 a 19 anos. Luíza e adolescentes de microrregiões da Bahia, Ceará e Pernambuco fizeram parte do Aliança com o Adolescente pelo Desenvolvimento Sustentável no Nordeste Brasileiro, programa criado em 1999 pela parceria entre Instituto Ayrton Senna, Fundação Odebrecht, Fundação Kellogg e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social - BNDES, visando a educação do jovem para a vida. Era, para a Fundação Odebrecht, mais uma oportunidade de abrir novos espaços para servir, atuando em regiões com baixos índices de desenvolvimento humano e fora do eixo dinâmico da economia.


O programa Aliança com o adolescente alcançou 18 municípios
do Baixo Sul da Bahia, do Médio Jaguaribe, no Ceará e da Bacia do Goitá, em Pernambuco

"Estamos partindo do adolescente como foco e investindo no capital humano como motor do desenvolvimento", afirmou Viviane Senna à Revista Odebrecht Informa, em 2000. Para ela, a principal motivação era a de investir no potencial e na riqueza das pessoas, da natureza e da cultura local. Norberto Odebrecht, em depoimento à mesma publicação, destacou: "as microrregiões não foram escolhidas para participarem por um processo de assistencialismo, mas para receberem apoio que os capacite a produzir novas e crescentes riquezas, por meio da mobilização de sua gente e de sua consequente produtividade".

Ampliando de forma sinérgica os capitais humano, produtivo e social nos locais de atuação, o programa incentivou adolescentes, que sonhavam com uma vida melhor nas grandes cidades, a enxergar com novos olhos a vida em suas comunidades, sobretudo rurais.  Os projetos abordavam temas como voluntariado, artes, agricultura familiar e cidadania. Considerada na época uma iniciativa de vanguarda, o Programa Aliança com o Adolescente tinha como premissa compartilhar valores, crenças, recursos e competências para viabilizar um objetivo comum, em benefício dos jovens nordestinos.


O programa contribuiu para a formação de uma nova
geração, mais consciente e capacitada

Juscelino Macedo, líder da Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), foi um dos beneficiários. Aos 16 anos, ingressou em uma turma com outros 35 jovens. “Lá descobri o meu potencial, comecei a me valorizar e perceber que era capaz. Ganhei autoconfiança”, disse. Maria Celeste Pereira, diretora executiva do Instituto Direito e Cidadania (IDC), também agarrou a oportunidade. Participante do projeto Jovem Raiz, passou a conhecer a si mesma e a ter maior consciência social. “Acredito que isso é ser um jovem protagonista. Saber onde quer chegar e como chegar, intervindo para mudar a realidade e tendo compromisso com as futuras gerações”, afirmou Maria Celeste. Coopatan e IDC estão localizadas no município de Presidente Tancredo Neves, Baixo Sul da Bahia, e são instituições apoiadas pela Fundação Odebrecht.

Em cinco anos, o Programa Aliança com o Adolescente contribuiu para a criação de uma tecnologia de ação social replicável do desenvolvimento local sustentável e Para valorizar o patrimônio acumulado e permitir a continuidade dos resultados alcançados, a Fundação Odebrecht fomentou o surgimento do Instituto Aliança com o Adolescente, em janeiro de 2002 e, no ano seguinte, concentrou seus esforços na formatação de um modelo de desenvolvimento sustentável no Baixo Sul da Bahia.


A adolescente beneficiada Luíza de Jesus
e a família, moradores do Médio Jaguaribe, Ceará

Confira alguns dos projetos realizados durante o Aliança com o Adolescente:

* Formação de Agentes de Desenvolvimento Local: formou jovens protagonistas, aptos a intervir na comunidade como agentes da mudança
* Direito e Cidadania: contribuiu para desenvolver institucionalidades democráticas e garantir o funcionamento de conselhos municipais e tutelares
* Formação de Adolescentes Voluntários: permitiu o desenvolvimento de jovens, por meio do incentivo à tomada de consciência sobre seu projeto de vida, ao exercício da cidadania e atuação como voluntários em ações na comunidade

Presença que permanece marcando a história:


Atual membro do Conselho de Administração da Odebrecht S.A. e do Conselho de Curadores da Fundação Odebrecht, Gilberto Sá ingressou na Organização Odebrecht em 1971. Além dos anos dedicados à construtora e aos negócios, apoiou a Fundação Odebrecht em questões decisivas, como a do apoio à juventude brasileira. Em 1998, no lançamento da publicação "Sexualidade do Adolescente - Fundamentos para uma ação educativa", coordenado pela Fundação Odebrecht, o conselheiro ressaltou a importância da abordagem do tema no ano em que a instituição completou uma década de trabalhos junto a adolescentes.

 


Nomes que marcaram a história:


Antonio Carlos Gomes da Costa foi um parceiro da Fundação Odebrecht, atuando como consultor e apoiador de ações com foco na educação de jovens para a vida. Um dos redatores do Estatuto da Criança e do Adolescente, consultor da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) e de vários organismos governamentais, foi o autor do livro “Protagonismo Juvenil”, lançado em 2000 pela Fundação Odebrecht. Essa filosofia é hoje um patrimônio do terceiro setor e retira o jovem da posição de beneficiário passivo da filantropia para colocá-lo como ator principal da transformação de sua própria realidade.

 

 

 

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