13h59

De agricultor para agricultor

Produtores familiares beneficiados pela Organização de Conservação da Terra desenvolvem manual de boas práticas e se preparam para repassar conhecimentos adquiridos

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Pensar em como desenvolver um manual de boas práticas para adequação socioambiental de pequenas áreas rurais e compartilhar conhecimentos de quatro anos de aprendizado. Essa foi a missão do encontro realizado nos dias 4 e 5 de agosto, na Serra da Papuã, Baixo Sul da Bahia, envolvendo 16 produtores rurais da região. Eles são beneficiários dos projetos executados pelo Núcleo de Conservação Produtiva, uma das vertentes de atuação da Organização de Conservação da Terra (OCT). Focada no apoio a agricultores familiares, por meio da qualificação do manejo agrícola e do incentivo a adoção de práticas conservacionistas, o Núcleo fomenta o envolvimento de famílias no planejamento de suas propriedades desde 2012.

Segundo Ana Paula Matos, líder da Conservação Produtiva na OCT, o manual, que terá o formato de cartilha, apresentará a visão dos beneficiários, destacando os aprendizados e o que consideram importante ser transmitido. “A ideia é produzir um material diferente, que seja o mais simples possível. Nesse sentido, nada melhor que os próprios agricultores construírem o manual, contando suas histórias, o passo a passo do que executaram em suas propriedades, orientando sobre as técnicas utilizadas”, disse.

Uma vez que a publicação esteja pronta, os agricultores terão um novo objetivo. Seguindo uma metodologia denominada Agricultor Para Agricultor, adaptada pela OCT para o território e a realidade local, eles serão multiplicadores do conhecimento e passarão a receber outros produtores em suas propriedades. “Serão visitas e mutirões onde acontecerão dias de campo e oficinas. Eles repassarão os ensinamentos adquiridos com a assistência técnica e capacitações para seus vizinhos”, afirmou Volney Fernandes, diretor executivo da OCT. Chamados de “Gestores da Paisagem”, serão acompanhados e supervisionados pela equipe da OCT. 


Produtores durante a reunião sobre o manual de boas práticas

Segundo Marivaldo dos Santos, beneficiário dos projetos do Núcleo de Conservação Produtiva, participar da iniciativa é uma grande satisfação. Para ele, repassar o conhecimento que aprendeu é fundamental para ver a região onde vive ainda melhor. “Moramos em uma área de proteção ambiental e temos que cuidar do que é nosso. Então, tenho que passar para frente o que sei. Não adianta ficar guardando só para mim”, avalia. Assim como o colega, o agricultor Arival Mamédio também afirma que está feliz com o novo desafio. “Nós aprendemos muito. Foi como uma escola na zona rural. Agora é hora de fazer com que mais pessoas possam conhecer e mudar a forma como hoje trabalham”, comenta. Para Fernandes, o momento é de comemoração. “Ficamos felizes em saber que nosso trabalho e esforço está sendo convertido em resultado na vida das pessoas. Acredito que eles serão ótimos capacitadores, pois falam com a autoridade de quem tem autoria no processo. Ou seja, eles realmente vivem o discurso que têm”, afirma.

Inserida no Capital Ambiental do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), coordenado pela Fundação Odebrecht, a OCT busca promover a conservação do solo, da flora, da fauna e revitalizar os recursos hídricos da região do Mosaico de áreas de Proteção Ambiental (APAs) do Baixo Sul da Bahia.

 

 

 

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