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Especial 50 anos - Um projeto de desenvolvimento

Conheça o modelo inovador de desenvolvimento que vem transformando o Baixo Sul da Bahia

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Em 2003, Norberto Odebrecht liderou uma importante mudança na história da Fundação Odebrecht. Focado no Baixo Sul da Bahia, região que contrastava riquezas naturais com a pobreza extrema de sua população, o empresário convocou diversos atores sociais para participarem de um plano integral de desenvolvimento, visando fixar os jovens e suas famílias na zona rural.

Assim, após assinatura de um protocolo de intenções entre a Fundação Odebrecht, o Governo do Estado da Bahia, a Associação dos Municípios do Baixo Sul da Bahia (Amubs) e representantes da sociedade civil, foi criado um Pacto de Governança para gerir o DIS Baixo Sul, atual Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS) - a bússola das ações da Fundação na região a partir de então. O objetivo era propiciar ações integradas que contemplassem o fomento à educação rural de qualidade, a formação de cadeias produtivas, a prática da cidadania e a conservação do meio ambiente.


Beneficiário do Programa PDCIS, o jovem Robenilson dos
Santos (esq.) contribui com a sua família por meio da
agricultura e é referência para a comunidade

“São quatro capitais que todas as sociedades têm e que, em condições favoráveis, permitem o avanço material e cultural de maneira sustentável”, acreditava Norberto Odebrecht. Neste modelo replicável, o investimento no capital humano se deu com a oferta de educação de qualidade, por meio da criação de Casas Familiares Rurais, onde os jovens aprendem técnicas de produção, e da Casa Jovem, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público, voltada ao ensino adaptado à realidade do campo. O capital produtivo é fortalecido com a geração de trabalho e renda: agricultores familiares organizados em cooperativas realizam as etapas de produção, beneficiamento e comercialização. Ao permitir aos cidadãos o acesso à Justiça e aos direitos básicos, o capital social é posto em prática. Por fim, com a conscientização sobre o uso racional dos recursos naturais, o capital ambiental fecha o ciclo das ações que formaram a base para o desenvolvimento integrado e sustentável, fortalecido hoje com o Programa PDCIS.



Agricultor familiar em sua plantação de palmito de pupunha,
em 2008 – capital produtivo energizado com o trabalho e a renda

A iniciativa promove a criação de uma nova classe média do campo, impulsionada por jovens empresários rurais como Robenilson dos Santos, 18 anos. Formado pela Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves e associado à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves, o jovem contribui com a sua família por meio da agricultura e tornou-se uma referência para a comunidade. “Hoje penso no futuro com uma visão diferente. Tenho o desejo de manter minha propriedade rural sustentável, como um exemplo, e quero permanecer no campo com qualidade de vida”, afirma Robenilson.

Por meio de suas ações, o Programa PDCIS permitiu a emissão de mais de 135 mil documentos civis básicos, como carteiras de identidade e certidões de nascimento, e a conservação de 8.300 hectares de áreas da mata atlântica. Atualmente, conta com 840 agricultores familiares organizados em cooperativas estratégicas, e mais de 940 jovens já foram ou estão sendo beneficiados pelas Casas Familiares Rurais. “Os resultados impactantes mostram que o modelo adotado contém os princípios básicos para ser replicado em outros territórios dentro e fora do Brasil, e ser capaz de melhorar a vida das pessoas”, afirma Eduardo Odebrecht, vice-presidente do Conselho de Curadores e presidente executivo da Fundação Odebrecht.


Capital humano: oferta de educação de qualidade com a criação
de Casas Familiares Rurais. A primeira instituição nasce em 2004.

Marcos importantes da época:

• 2004 – Criação do o Programa Tributo ao Futuro, por meio do qual integrantes e empresas parceiras da Organização Odebrecht podem realizar doações ou destinar parte do Imposto de Renda a projetos educacionais
• 2005 – Lançamento da publicação 40 Propostas para o Desenvolvimento Social do Brasil pela Fundação Odebrecht. O documento reúne ideias aplicadas no Baixo Sul da Bahia, homologadas por personalidades comprometidas com ações sociais, como Ruth Cardoso, Cristovam Buarque e Claudio Moura Castro.
• 2010 – Programa PDCIS conquista o Prêmio ao Serviço Público das Nações Unidas 2010 na categoria Melhorando a participação cidadã nos processos de decisões públicas através de mecanismos inovadores, concedido pela Organização das Nações Unidas.

Presença que permanece marcando a história:

Renato Baiardi faz parte do Conselho de Administração da Odebrecht S.A. e do Conselho de Curadores da Fundação Odebrecht. Apoiou Norberto Odebrecht e a equipe da Fundação na implementação dos projetos sociais no Baixo Sul da Bahia. “O trabalho desenvolvido naquela região é emblemático para toda a Organização, uma vez que tem disponibilizado conhecimento e experiência”, afirmou Baiardi em 2013, em entrevista à revista Odebrecht Informa.

 


Nomes que marcaram a história:

Mauricio Medeiros ingressou na Fundação Odebrecht em fevereiro de 2003 como  Superintendente. Participou da criação do Programa DIS Baixo Sul e contribuiu para o crescimento da Instituição durante 11 anos. Medeiros defendia que o desenvolvimento regional, integrado e sustentável só acontece quando a sociedade de confiança se apodera do compromisso de mudar sua realidade.


O engenheiro agrônomo francês Pierre Gilly encantou Norberto Odebrecht com o tema ao qual se dedica: a implantação de Casas Familiares, que propõem ensinar moderna tecnologia de produção rural aos jovens que vivem no campo. Principal inspiração para os modelos das Casas Familiares Rurais do Baixo Sul da Bahia, Gilly afirmou, em visita à região em 2005, que “o grande mérito dos jovens é que eles conseguem convencer a sua comunidade de que as novas tecnologias são boas e capazes de trazer o progresso”.

 

 

 

 

 

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