17h24

O melhor mesmo é o conhecimento

Produtor Waldemar Bahia conta sobre benefícios e mudanças ocorridas em sua propriedade após certificação pela Norma da Rede de Agricultura e conquista do selo Rainforest Alliance Certified

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A idade avançada, apenas os traços da pele revelam. O tempo, para Waldemar Bahia, 78 anos, trouxe ainda mais vitalidade e a consciência de que o meio ambiente é um forte aliado do seu trabalho como agricultor familiar. Pai de quatro filhos e morador da comunidade de Juliana, Piraí do Norte (BA), ele é um dos 17 produtores de cacau do Baixo Sul da Bahia que foram certificados em 2015 pela Norma da Rede de Agricultura Sustentável com o selo Rainforest Alliance Certified. Mundialmente reconhecido, ele atesta que os agricultores seguiram critérios que respeitam a conservação dos recursos naturais, como a água e o solo, protegeram a floresta, a vida silvestre e os ecossistemas, em condições de trabalho dignas e seguras.

Para Waldemar, a certificação agregou conhecimento e melhorias na sua produtividade. “Aceitei participar e desde que implantei o Sistema Agroflorestal (SAF), por exemplo, a produção está com mais qualidade. Vejo que as mudanças foram para o bem”, afirma. O SAF é um modelo de agricultura, onde se combinam espécies arbóreas (frutíferas e/ou madeireiras) com cultivos agrícolas de forma simultânea, que promovem benefícios econômicos e ecológicos.

Para a conquista do selo, o grupo de agricultores do Baixo Sul da Bahia recebeu o apoio técnico da Organização de Conservação da Terra (OCT), instituição que faz parte do Pacto de Governança da Fundação Odebrecht através do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS). Sobre as capacitações e a assistência técnica oferecidas pela OCT ao longo dos três anos de adequação aos parâmetros exigidos, Waldemar reconhece que são fundamentais. “O que mais gostei foi o aprendizado. Temos uma explicação, um acompanhamento para que façamos tudo dentro da técnica e da lei. Antes, a gente não agia assim”, confirma.

Feliz por já ter realizado a venda do seu primeiro lote de cacau certificado, o agricultor se diz realizado com tudo que conquistou após a certificação e com as mudanças na dinâmica da sua propriedade. “Em primeiro lugar foi o lixo, que agora a gente já não vê mais espalhado pela roça, está organizado. Não tínhamos esse cuidado. Mas o melhor mesmo é o conhecimento, não é? Quem não quer melhorar? Nesse ponto, a certificação é uma das maiores vantagens”, conclui.

 

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