17h31

Equilíbrio da paisagem

Saiba como o Programa Carbono Neutro Pratigi, da Organização de Conservação da Terra, promove a convivência harmônica do homem e seus negócios com os ativos naturais

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Localizada na Bahia, a área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi não é mais a mesma de alguns anos atrás, quando vivia com a constante degradação dos seus recursos naturais. Atuando para essa transformação, a Organização de Conservação da Terra (OCT), que integra a vertente ambiental do Programa PDCIS, da Fundação Odebrecht, contribui, desde 2011, para estabelecer o equilíbrio da paisagem, incentivando agricultores a atuarem como seus gestores e propondo práticas conservacionistas para que famílias se apropriem e passem a replicá-las. Uma das formas é o Programa Carbono Neutro Pratigi.

A iniciativa restaura nascentes degradadas através da neutralização da pegada de carbono de pessoas físicas e jurídicas. Na prática, isso quer dizer que qualquer cidadão ou empresa pode calcular as suas emissões de gases de efeito estufa e compensá-las - o resultado é expresso em árvores que serão plantadas na APA do Pratigi pela OCT. Segundo Volney Fernandes, Diretor Executivo da OCT, nos últimos 40 anos, mais de 36 mil hectares de floresta na região foram perdidos, o que contribuiu para uma redução de 30% da vazão do seu principal rio, o Juliana. “Na busca de mitigar as mudanças climáticas e adequar ambientalmente essas áreas, criamos o Carbono Neutro Pratigi como uma das suas principais estratégias”, disse.

Além de restaurar as nascentes e ser uma forma de atuação cidadã, preocupada com o futuro, o Programa Carbono Neutro remunera e valoriza os pequenos produtores proprietários das áreas em que o plantio foi realizado, por meio do Pagamento pelo Serviço Ambiental (PSA). Fernandes explica: “O PSA é uma forma justa de compensar quem conserva nossos recursos naturais. Visa ainda consolidar uma nova alternativa de trabalho e renda para as comunidades locais, fortalecendo a cadeia produtiva da restauração florestal”. Isso acontece porque os produtores também são fornecedores das sementes utilizadas para o reflorestamento. Para o agricultor Jovan Nascimento, primeiro agricultor da região a ter uma nascente restaurada, as mudanças já são visíveis. “Antes, a água da nascente tinha gosto de ferrugem, era muito ruim. Hoje, podemos até beber”, orgulha-se.


Primeira nascente restaurada pela OCT: Acima - foto de 2012 | Abaixo - foto de 2015

Empresas da Organização Odebrecht também contribuem com o Programa da OCT. Em 2014, a Odebrecht óleo e Gás realizou a neutralização de carbono (CO2) de seus escritórios em Macaé e Itajaí, no Rio de Janeiro, restaurando três nascentes e plantando um total de 3.875 árvores. Neste ano, a empresa realizou uma campanha interna e mobilizou 143 Integrantes, totalizando mais de 363 toneladas de carbono neutralizadas e cerca de 2.180 mudas de árvores plantadas. Além disso, nas edições de 2011, 2012 e 2013 das cerimônias de entrega do Prêmio Odebrecht para o Desenvolvimento Sustentável, todo o CO2 emitido foi compensado. Para o cálculo da emissão foram considerados quesitos como energia elétrica, transportes utilizados pelos convidados e consumo de água.

Em 2015, a OCT alcançou a marca de aproximadamente 180 mil mudas de espécies nativas da mata atlântica plantadas: uma vitória que mostra a união de diversas forças em prol da convivência harmônica do homem e seus negócios com os ativos naturais. “Nossa convergência está no novo desafio de aliar sustentabilidade ambiental à viabilidade econômica, sempre pensando em inovação. Se queremos um futuro melhor, devemos construir agora, transformando nosso discurso em atitude”, conclui Fernandes.

 

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