14h31

Agricultura sustentável na prática

Projeto da Organização de Conservação da Terra, em parceira com o Governo da Bahia, beneficiou 500 famílias de mais de 17 comunidades da Área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi

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Após três anos de acompanhamento técnico, com foco no planejamento socioambiental de propriedades de pequenos produtores, a Organização de Conservação da Terra (OCT), apoiada pela Fundação Odebrecht através do Programa PDCIS, comemora os resultados de ações fomentadas em prol da agricultura sustentável. O projeto “Conservação Produtiva: Novos arranjos como estratégia para o desenvolvimento territorial em bases sustentáveis” beneficiou 500 famílias de mais de 17 comunidades da área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi, no Baixo Sul da Bahia. Foi realizado por meio da parceria firmada em 2012 com a Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada ao Governo da Bahia.

Por meio da inciativa, foram implantados 50 hectares de Sistemas Agroflorestais (SAF), método de cultivo que reúne diferentes culturas, e manejados 54,7 hectares do sistema Cacau Cabruca, onde a forma de plantio é realizada sob a sombra da floresta nativa raleada. O cacau foi escolhido como espécie âncora e a estratégia foi a de promover uma economia local em bases sustentáveis, valorizando os ativos naturais existentes no território e a manutenção dos serviços ambientais agregados à geração de trabalho e renda.

Agora, propriedades como a do agricultor familiar Lourivaldo Grima, da comunidade de Mata do Sossego, Igrapiúna (BA), funcionam como espaços didáticos para transferência de tecnologias alternativas no território. “Sinto muita satisfação em integrar esse projeto, de participar das reuniões e contribuir para a minha comunidade, repassando o que aprendi”, disse. Foram mais de 100 capacitações, que aconteceram em forma de dias de campo, oficinas e cursos, e possibilitaram a formação do grupo de Agricultores Multiplicadores de Agricultura Sustentável (AMAS). Atualmente, participam 20 produtores rurais, identificados pelo perfil comunicativo, alta capacidade de reaplicação e adaptação das técnicas recomendadas, e por terem propriedades consideradas modelo.


Foram mais de 100 capacitações, que aconteceram em forma de dias de campo, oficinas e cursos

O projeto também gerou uma cartilha, construída a partir da experiência dos AMAS, onde o grupo conta o passo a passo, desde a escolha da área até o manejo, com receitas e recomendações de uso de defensivos e fertilizantes naturais, adaptados para suas realidades (clique aqui e acesse). “Aprendi muito com os colegas, a gente agora já tem como se comunicar, como repassar para outras pessoas. Acreditamos no projeto no início de tudo e hoje colhemos os resultados”, afirma Jaime Lourenço, da comunidade dos Maurícios, município de Piraí do Norte (BA). 

Segundo o Diretor Executivo da OCT, Volney Fernandes, mesmo com todas as conquistas alcançadas, ainda há muito a ser realizado. “Geramos serviços ambientais ao tempo em que capacitamos os produtores rurais para torná-los gestores qualificados da paisagem”, disse. Entre alguns dos desafios para a continuidade das ações iniciadas pelo projeto, estão os de ampliar as áreas de SAF, multiplicar o conhecimento por meio dos AMAS, manter e ampliar o grupo de agricultores certificados e monitorar o índice de sustentabilidade das propriedades.

Certificação internacional
A partir das práticas e mudanças ocorridas após o projeto, com o apoio da OCT, um grupo de 17 agricultores familiares tornou-se o primeiro no Brasil a obter o Selo Rainforest Alliance Certified, em atendimento a Norma da Rede de Agricultura Sustentável (saiba mais aqui).
 

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