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Conquistando novos papéis

Mulheres estão ocupando cada vez mais espaços de liderança no terceiro setor. Confira algumas histórias

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Segundo dados da pesquisa International Business Report 2014, as mulheres em cargos de liderança em empresas brasileiras representavam 33% das posições de trabalho em 2013. Já no terceiro setor, segundo o Grupo de Institutos, Fundações e Empresas (GIFE), elas são maioria. Do total de organizações associadas ao GIFE, 51% contam com mulheres nesta posição. Exemplo desse indicador é evidenciado pela experiência da Fundação Odebrecht e seus Programas, como o PDCIS, que promove o desenvolvimento produtivo da família no meio rural na região do Baixo Sul da Bahia. Das instituições que fazem parte dessa iniciativa, mais da metade são lideradas pelo público feminino.

Em 2012, Ednalva Lima, 49 anos, começou a mudar a rotina como dona de casa e produtora rural para assumir novos papéis, passando pela barreira da predominância masculina do trabalho no campo. Tornou-se Presidente da Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), localizada no município de mesmo nome. Desde então, junto com sua equipe, a agricultora familiar tem comemorado muitas conquistas. “No ano passado, passamos a comercializar um novo produto, a Tapioca Realeza, e inauguramos a nossa Fábrica de Farinha de Mandioca, a mais moderna do Nordeste”, disse, orgulhosa.

Celeste Pereira, 32 anos, possui pós-graduação em Direitos Humanos de Crianças e Adolescentes e, desde 2008, é Diretora Executiva do Instituto Direito e Cidadania (IDC). Ela começou seu desenvolvimento profissional participando do Programa Direito e Cidadania, em 2001, no qual era educadora social, fazendo mobilizações e discutindo questões de políticas públicas, cidadania e direitos humanos com a população local. “A experiência me inspirou a cursar Pedagogia. Consegui uma bolsa de estudos e em 2004 ingressei como estagiária no IDC”, conta. Mesmo antes de se formar, em 2006, já havia sido promovida a coordenadora da unidade de Presidente Tancredo Neves. Hoje, ela é uma referência de liderança para sua equipe e pessoas que conhecem o seu trabalho.

Ser líder em uma área predominantemente masculina, de aquicultores rurais e engenheiros, é um desafio para a Engenheira de Pesca, mestre em Microbiologia Agrícola e atual Diretora da Casa Familiar das águas, Adriana Freitas. “Conseguimos quebrar a desconfiança no momento que demonstramos que somos qualificadas para exercer naturalmente as funções que nos propusemos a seguir como profissionais”, ressalta. Com 31 anos, Adriana utiliza a Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO), filosofia corporativa transferida pela Fundação Odebrecht, como bússola da sua atuação. “Com base na TEO somos preparados a todo momento para liderar. Hoje, preparo aqueles que trabalham comigo para seguirem o mesmo caminho”, afirma.


Adriana Freitas procura estar sempre presente no dia a dia dos alunos da CFA, como nas aulas práticas

A TEO também é uma referência na vida de Lorena Oliveira, 35 anos, responsável na Fundação Odebrecht por Pessoas, Organização e Finanças. Ela afirma que o planejamento, disciplina e a correta distribuição do tempo são chaves para o equilíbrio entre suas múltiplas funções. “Sou muito feliz com o meu trabalho. é esse exemplo que eu passo para meu filho, pois tenho a consciência de que isso faz a diferença em minha vida e na vida de outras pessoas. São valores”, disse. à frente do Programa Editorial, iniciativa que valoriza e dissemina a TEO, Lorena afirma que uma das maiores barreiras das mulheres no mundo empresarial é o de quebrar paradigmas sobre a visão que a maternidade ocupa na vida profissional: “Ser mãe me deu ainda mais leveza, serenidade, força e resiliência para enfrentar os desafios do mundo corporativo e da vida pessoal”.

Rita Cardoso, 45 anos, já ingressou na Casa Familiar Agroflorestal como Diretora Executiva, à frente de uma equipe de 27 colaboradores. Engenheira Agrônoma e mestre em Ciências Agrárias, Rita conta que desde a universidade convive em áreas rodeadas pelo público masculino. “Busquei o diferencial, encarando sempre com naturalidade e simplicidade os desafios da profissão. Ser líder neste ambiente é um motivo de orgulho para mim, pois me fortalece enquanto mulher e profissional”, disse. Rita enxerga as divisões de funções entre gênero como algo social. “Com a maior presença feminina em espaços ocupados em sua maioria por homens, como é a zona rural, podemos superar muitas diferenças que ainda persistem na sociedade”, conclui.

O grande desafio agora, segundo Vivian Barbosa, 33, é a formação das novas e futuras gerações para que passem a enxergar essa evolução e os novos espaços ocupados pelas mulheres no ambiente profissional de maneira natural. “Não devemos ser vistas como concorrentes no mercado de trabalho, mas parceiras. Toda construção que leve a esse entendimento de sinergia é mais saudável para toda a sociedade”. Vivian entrou na Fundação Odebrecht como estagiária, aos 22 anos, e desde os 26 coordena a área de Comunicação da instituição.

 

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