16h35

Futuras empresárias rurais

No Baixo Sul da Bahia, número de meninas que buscam formação voltada à atividade rural é cada vez maior. Conheça algumas histórias!

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Pesquisas mostram que as mulheres vêm ganhando força na agricultura e são maioria em muitas comunidades país afora. Dados do último censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE, 2010) revelam que elas são responsáveis por quase metade da renda das famílias rurais (42,4%), porcentagem superior ao das que moram nas cidades (40,7%). Exemplo desse movimento pode ser notado na região do Baixo Sul da Bahia pela grande procura a cursos técnicos voltados ao campo por adolescentes, filhas de agricultores.

São em unidades educacionais como a Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), que oferece formação integrada ao ensino médio, que estão surgindo jovens empresárias rurais como Renata Silva, 15 anos, e Roseane Conceição, 19. “Aqui somos valorizadas e vemos muitas meninas que estão trazendo resultados positivos na lavoura. é motivo de orgulho saber que a agricultura também proporciona às mulheres crescimento e desenvolvimento”, disse Roseane, formada em 2016 como Técnica em Agropecuária e associada à Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves, onde comercializa sua produção de banana, mandioca e aipim. Já Renata faz parte da turma com maior número de meninas da história da CFR-PTN, instituição que completou 15 anos em agosto. “Somos 14 jovens obstinadas a viver com qualidade de vida na zona rural e a quebrar preconceitos, ajudando nossa comunidade e nossas famílias da mesma forma que nossos colegas meninos”, disse.


Renata Silva faz parte da turma com maior número de meninas da história da CFR-PTN

Segundo Rita Cardoso, Diretora da Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf), localizada em Nilo Peçanha (BA), a grande procura deste público pela formação rural só reforça que o campo é um lugar para todos. “As mesmas oportunidades são dadas a meninos e meninas, que as agarram de forma a potencializar suas aptidões e contribuir para o desenvolvimento da região”, afirma. Aluna do terceiro ano da Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I), Eliana Batista, 17 anos, decidiu ser agricultora e seguir os passos de seus pais. “Hoje, os momentos mais felizes da minha vida são quando estou ao lado da minha família, plantando e colhendo. Cada semente que brota da terra representa a realização dos meus sonhos”, disse.

Na aquicultura, o público feminino também está conquistando seu espaço. Na turma em formação na Casa Familiar das águas (CFA), que oferece curso de qualificação na área, são 14 meninas e 13 meninos. “Notamos anualmente que o número é crescente e mostra que o meio rural também está fazendo a sua parte quando o assunto é igualdade de gênero”, revela a Diretora Adriana Freitas. As Casas Familiares do Baixo Sul da Bahia São apoiadas pela Fundação Odebrecht através do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS). Nessas unidades, a metodologia utilizada é a Pedagogia da Alternância, em que os alunos passam uma semana em período integral, com aulas na sala e no campo, e duas semanas nas propriedades de suas famílias, aplicando e reaplicando os novos conhecimentos, sob o acompanhamento e a orientação de monitores especializados.

 

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