17h34

"Nossa atuação está focada na geração de oportunidades"

Fábio Wanderley, Superintendente da Fundação Odebrecht, fala sobre sua trajetória profissional, o momento atual da instituição e seus principais desafios

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Superintendente da Fundação Odebrecht desde maio, Fábio Wanderley é formado em Administração e atua há 13 anos no Grupo Odebrecht. Com passagem pela Construtora Norberto Odebrecht e pela Odebrecht Realizações Imobiliárias – onde foi diretor administrativo-financeiro na Bahia e em Pernambuco – Fábio fala sobre esse novo desafio em sua trajetória profissional, o momento atual da instituição e seus principais desafios. “Nossa prioridade será a manutenção e o fortalecimento dos programas que já são desenvolvidos no Baixo Sul da Bahia”, destaca. 

Por que aceitar o convite para liderar a Fundação? Quais perspectivas de contribuição à instituição você vislumbrou?

Foi extremamente gratificante receber esse convite. Tenho 13 anos de Grupo Odebrecht, sempre focados em segmentos vinculados aos Negócios. Nunca tinha tido experiência junto ao terceiro setor, por isso esse novo momento é desafiador. Conhecer a história da Fundação e estar mais próximo do legado social deixado por Norberto Odebrecht contribuíram para aceitar o desafio. Acho que, pelo momento atual da empresa, potencializar esse legado social da Fundação será importante. Me sinto motivado a contribuir com a retomada da nossa imagem e reputação.

Você tem uma vasta experiência em gestão de negócios na área privada. Como você avalia que essa expertise pode potencializar os resultados de uma instituição voltada para o social?

Nos últimos quatro meses, estamos conseguindo aperfeiçoar principalmente os vieses de Conformidade e Governança e a elaboração dos nossos indicadores e resultados. A minha formação em Administração, com experiência em auditoria, é um diferencial que eu posso trazer nesse primeiro momento.

Quais serão as prioridades da Fundação Odebrecht para o próximo triênio? é possível adiantar como e onde será a sua atuação?

Iniciamos recentemente uma discussão junto ao nosso Conselho de Curadores, Integrantes e empresas do Grupo Odebrecht e comunidades envolvidas para construção de uma agenda de futuro. Essa agenda não deve sair do nosso campo de atuação, que foca em educação e conservação ambiental. Podemos adiantar que a prioridade será na manutenção e fortalecimento dos programas desenvolvidos no Baixo Sul da Bahia que estão alinhados com nosso propósito.

Com mais de cinco décadas de existência, a Fundação Odebrecht é referência de desenvolvimento sustentável no Baixo Sul da Bahia. Na sua opinião, qual o principal desafio enfrentado pela instituição hoje?

Um dos principais desafios que eu enxergo hoje, seja atuando dentro ou fora do Baixo Sul da Bahia, é o aprimoramento dos indicadores sociais. Estamos buscando qualificar os indicadores de impacto para termos um histórico qualificado de resultados e para sistematizarmos toda a nossa tecnologia.

Como a Fundação Odebrecht deseja ser reconhecida? O que já começa a ser feito nesse sentido?

Como uma Fundação, com mais de 50 anos de conquistas e realizações, que tem como missão educar para a vida e pelo trabalho, priorizando desenvolvimento das pessoas e a valorização do ser humano. Uma instituição que gera resultados e impactos efetivos nos ambientes em que atua. Neste sentido, já começamos a intensificar maior diálogo com os Negócios do Grupo Odebrecht, parceiros e comunidades no intuito de potencializarmos nossas ações de forma objetiva e transparente.

Qual sua visão sobre o legado social deixado por Norberto Odebrecht?

O que fica claro para a gente, que está no dia a dia nas comunidades do Baixo Sul, é a visão de futuro que o nosso fundador, Norberto Odebrecht, sempre teve, à frente de qualquer outro grande empresário, e a preocupação de olhar para o ser humano. Quando ele pensava em fazer qualquer tipo de ação, sempre olhava quatro frentes: educação, geração de trabalho e renda, cidadania e meio ambiente. Isso que ele tentou colocar em prática nos projetos que a Fundação apoiou no passado e apoia atualmente. Talvez esse diferencial fez com que a instituição, mesmo com toda essa crise de imagem por que passamos, conseguisse manter todos os investidores sociais que já tínhamos. Isso demonstra a confiança e o respeito que esses investidores têm em nosso trabalho.

Falando sobre esse momento em que passamos por uma forte crise reputacional, como você avalia o papel da Fundação na reconstrução da confiança e do respeito junto à sociedade?

Ela é fundamental nesse processo. Estamos falando de uma das fundações empresariais mais antigas do mundo, sempre com prioridade nas pessoas e na defesa da valorização do ser humano. Com base nisso, a gente tem muito a contribuir com essa trajetória de recuperação da nossa reputação, tendo em vista nosso histórico de realizações e conquistas. Temos a oferecer uma tecnologia social focada na geração de oportunidades, que geram efetivas transformações sociais e é inspirada na Tecnologia Empresarial Odebrecht (TEO). Em todas as instituições que apoiamos, conseguimos enxergar isso claramente: a nossa filosofia, da TEO, mudando a vida das pessoas.

Outubro marcou o início da nova campanha do Programa Tributo ao Futuro - Novas Gerações. Qual será o foco neste ano?

O Tributo ao Futuro é uma grande mobilização que acontece dentro e fora do Grupo Odebrecht, com o propósito de estimular a cultura da doação no nosso país. Vem se consolidando como uma importante fonte de captação de recursos para apoiar projetos educacionais que incentivam a permanência dos adolescentes no campo e ampliam suas perspectivas profissionais. Este ano, a campanha está promovendo a viabilização do projeto Formação de Adolescentes Futuros Empresários Rurais, desenvolvido pelas Casas Familiares que fazem parte do PDCIS (Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade), fomentado pela Fundação Odebrecht. A adesão a esta causa é fundamental para seguirmos empenhados em dar continuidade a esse legado. Juntos, integrantes, parceiros e sociedade em geral podem criar oportunidades para que essa nova geração construa o futuro no presente.

 

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