09h11

Frutos da agricultura familiar

Conheça as histórias de três famílias agricultoras que, com o apoio da Coopatan, têm conseguido desenvolver suas produções

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De acordo com dados da Secretaria Especial de Agricultura Familiar e do Desenvolvimento Agrário, estima-se que 70% do que é consumido diariamente pelos brasileiros venha da agricultura familiar. No Baixo Sul da Bahia, este tipo de produção é bastante comum. Atualmente com mais de 300 cooperados, a Cooperativa dos Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan), instituição apoiada pela Fundação Odebrecht por meio Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS), atua diariamente ao lado de agricultores rurais. Conheça, abaixo, as histórias de três cooperados que produzem lado a lado com suas famílias.

Família Assunção

O relógio marcava 10 horas da manhã e, apesar da temporada de inverno, o sol brilhava forte no céu – o que não era um empecilho para Valcí e Valdir Santos, que trabalhavam no campo desde o início do dia.

Moradores da comunidade de Riachão do Meio, no município baiano de Presidente Tancredo Neves, há 16 anos, o casal conta que a atuação na agricultura foi um traço que sempre os marcou. “é o trabalho que sabemos e gostamos de fazer”, afirmou Valcí. Ao lado do marido, produz cacau, graviola, banana e aipim, sendo os dois últimos comercializados pela Coopatan, instituição da qual Valdir é cooperado desde 2012 e ela, desde 2018.

Para a família, o fato de ter o apoio da Cooperativa traz como benefício direto a implantação de novas técnicas em suas lavouras. “Esse suporte ajuda muito”, salientou Valcí, olhando com orgulho para o que já havia colhido naquela manhã. “Antes, você fazia por conta própria e perdia produção porque não sabia exatamente o que fazer”, refletiu.

Athos, o filho de dez anos dos agricultores, esperava em casa pelo retorno dos pais, que, ao chegarem, lhe deram um pacote de Banana da Terra Chips, produto comercializado pela Coopatan e feito a partir das bananas colhidas por cooperados, como Valcí e Valdir. Sobre ele, a mãe comentou que tem o incentivado a, quando chegar a hora, participar do processo seletivo para ingressar na Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN). “Queremos que ele vá para a escola técnica conhecer o que nossa família faz”, pontou Valcí.


Da esquerda para a direta, Valdir, Athos e Valcí na propriedade da família

Família Conceição

Enquanto isso, Adelson Conceição trabalhava com afinco em sua propriedade, em Gendiba, comunidade do município de Presidente Tancredo Neves. Lá, mora com os dois filhos pequenos e a esposa, Ivone de Jesus, que o ajuda no trabalho no campo. Enquanto ela se juntava a ele naquela manhã, Conceição contava que se relaciona com a cooperativa há muito tempo. “Sou cooperado desde a fundação da Coopatan, há 18 anos”, afirmou.

Em sua área, planta banana e aipim – os dois comercializados pela Coopatan -, além de um pouco de graviola e cacau. Para essa família, também, o apoio técnico é um dos motivos pelos quais permanece cooperada, além do fato de conseguir melhores preços para o que produz. “O plano daqui para a frente é que possamos melhorar cada vez mais. Que a gente produza, tenha onde entregar e a garantia de um preço justo”, afirmou o agricultor.



Ivone e Adelson, casal que trabalha em conjunto no campo 

Família Rodrigues

Juan e Lucas Rodrigues, primos de 5 e 6 anos, andavam de bicicleta na frente da propriedade da sua família. Pedalando com suas respectivas botinhas vermelhas e azuis, tinham acabado de voltar do campo com seus pais, onde observavam com atenção e curiosidade o que eles faziam com a terra.

“Aqui, todo mundo trabalha junto”, explicou Jailton, agricultor cooperado desde 2015 e pai do pequeno Juan. Na comunidade de Gendiba I, em Presidente Tancredo Neves, ao lado da esposa Ducilena, do irmão Josenilton e da cunhada Anita, cultiva banana e aipim, ambos comercializados pela Coopatan, e também graviola, cacau e milho, que são usados para consumo próprio.

Desde que se tornaram cooperados, contam que a forma de produzir mudou. “As coisas ficaram mais fáceis pelo apoio técnico que temos”, explicou Jailton, ressaltando ainda que conseguem valores melhores para seus produtos, já que foi eliminada da relação comercial a presença de atravessadores, que vendiam os produtos a preços muito baixos. “A partir do momento em que nos tornamos cooperados, vimos que o trabalho pode ser diferente. Ficamos mais animados”, contou Jailton. “Antes, plantávamos apenas para não perder a semente. Agora, temos mais vontade de produzir”, finalizou.


à frente, os pequenos Juan e Lucas; na fileira do meio, Ducilene e Anita; e, ao fundo, os irmãos Jailton e Josenilton

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