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Núcleo Papuã completa dez anos

Inaugurado em outubro de 2008, espaço tem representado inovação e conservação ambiental para a região da APA do Pratigi

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Fruto de uma parceria entre a Organização das Nações Unidas (ONU) e a Fundação Odebrecht, o Núcleo Papuã completou dez anos de sua inauguração em outubro de 2018. Localizado no município de Ibirapitanga, dentro da área de Proteção Ambiental (APA) do Pratigi, Baixo Sul da Bahia, o espaço tem representado, desde então, um importante centro de pesquisa e sustentabilidade para a região.


Vista área do Núcleo Papuã, localizado no ponto mais alto da APA do Pratigi, em Ibirapitanga (BA)

"A população da APA do Pratigi tem o Núcleo como uma referência de inovação. é uma espécie de templo de conservação ambiental e produtiva, pois, por si só, é um modelo de recuperação do meio ambiente”, afirma Joaquim Cardoso, Diretor Executivo da Organização de Conservação da Terra (OCT), instituição apoiada pela Fundação Odebrecht e que faz a gestão do local desde 2015.

A inauguração do Núcleo, em 2008, contou com a participação de representantes da ONU na época: Guido Bertucci, então Diretor da Divisão para Administração Pública e Gestão do Desenvolvimento (DPADM) da ONU, e Jose Manuel Sucre, Gerente de Projeto do DPADM. “Idealizamos este centro de pesquisas e é com satisfação que vemos o sonho se tornar realidade. O Brasil é um grande país, com muitas oportunidades, mas também desafios. Por ser multicultural, articular esta instalação é conseguir um retrato global, num mesmo local”, afirmou Bertucci, à época, durante o evento de lançamento.


Inauguração do Núcleo em 2008. Esq. para dir.: Jose Manoel Sucre, Norberto Odebrecht, Rogério Arns, Juliano Matos (Sec. Estadual do Meio Ambiente à época) e Maria das Graças Oliveira [então Prefeita de Nilo Peçanha (BA)]

Conservação ambiental e pesquisa

A sede do Núcleo foi construída para possibilitar a realização de cursos, seminários e encontros internacionais na região. De acordo com Bruna Sobral, responsável por Planejamento Socioambiental na OCT, o espaço recebeu nos últimos quatro anos, desde que a instituição assumiu a gestão, em média 430 visitantes por ano. Faz parte da sua estrutura um complexo hoteleiro, o que possibilita que os eventos realizados usufruam de área ainda mais completa: são três bangalôs, compostos por 18 suítes com capacidade total para até 53 hóspedes, um restaurante preparado para atender até 60 pessoas, em três turnos, e um auditório que pode receber até 80 pessoas.

“O Núcleo foi fundamental para que as atividades nesta parte da APA do Pratigi alcançassem os resultados desejados, além de proporcionar momentos de interação entre instituições que contribuíram para o desenvolvimento sustentável da região”, comenta Bruna. “Atualmente, ele é visto como ponto de referência para discussões das comunidades que envolvem temas relacionados a serviços ambientais”.

O local já abrigou capacitações nacionais e internacionais, como o Primeiro Encontro de Reflexão e Aprendizados, realizado em 2009 com especialistas e profissionais do Canadá e representantes do Grupo de Institutos Fundações e Empresas (GIFE). Já no ano de 2012, a própria OCT realizou ali o 1° Workshop de Aprimoramento Metodológico Projeto Piloto de Pagamentos por Serviços Ambientais. E, em 2016, o local sediou o curso “Planejamento da Paisagem: Gestão de pequenas propriedades rurais e práticas agrícolas sustentáveis”, iniciativa fomentada pela Fundação Odebrecht com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

Dentre as ações realizadas, a Universidade Estadual de Santa Cruz (Uesc) utilizou a estrutura, em 2017, para ministrar a disciplina “Análise Diagnóstico dos Sistemas Agrários”, ofertada para o Mestrado e Doutorado do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Regional e Meio Ambiente e para o Mestrado de Economia Regional. Até hoje, a relação com o meio acadêmico é intensa. Andrea da Silva, professora do departamento de Ciências Econômicas da Uesc, conta que já levou três turmas da pós-graduação para aulas no Núcleo. “Ele é referência em termos de informação sobre o Baixo Sul, principalmente com dados da paisagem local. Essas informações auxiliam pesquisas sobre a região com objetivo de promover o desenvolvimento sustentável”, diz.


Espaço tem alocações para receber eventos e hóspedes. Recebe mais de 400 visitantes por ano

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