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Formação para o futuro

Em 2018, cerca de 100 alunos das Casas Familiares apoiadas pela Fundação Odebrecht concluíram o curso técnico integrado ao ensino médio.

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“É muito gratificante saber que estudei durante três anos em uma Casa Familiar. Eu me vejo empoderada no campo. Pretendo agora fazer uma faculdade de Agronomia, mas sempre voltada para permanecer na zona rural”, diz com orgulho Francielle Nascimento, que concluiu em dezembro de 2018 seu processo de formação na Casa Familiar Agroflorestal (Cfaf) de Nilo Peçanha (BA).

Ao lado de Francielle, cerca de 100 jovens se formaram nas três Casas Familiares, escolas de nível médio integrado ao técnico apoiadas pela Fundação Odebrecht por meio do Programa de Desenvolvimento e Crescimento Integrado com Sustentabilidade (PDCIS). Assim, a zona rural do Baixo Sul da Bahia, onde estão localizadas estas Casas, conta agora com 34 novos Técnicos em Florestas graduados pela Cfaf, 26 Técnicos em Agronegócio pela Casa Familiar Rural de Igrapiúna (CFR-I) e 32 Técnicos em Agropecuária pela Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN).

Estudantes da Cfaf realizaram cerimônia de formatura no dia 14 de dezembro

“Essa é uma etapa que se conclui na vida dos estudantes. Hoje, a nossa sensação é de dever cumprido. Eles vêm se preparando para o momento de conclusão do curso há muito tempo, mas existe o período de adaptação depois da escola e nós fazemos um acompanhamento na rotina deles com base no que cada ex-aluno pretende fazer daqui para a frente”, comenta Quionei Araújo, diretor da CFR-PTN, ressaltando a importância da presença da Casa Familiar junto aos jovens mesmo após a formatura.

Caminhos trilhados

Durante três anos, os estudantes das Casas Familiares cumprem a grade curricular comum do ensino médio, mas também se dedicam às disciplinas técnicas de cada curso. Com base na Pedagogia da Alternância, metodologia na qual passam uma semana em tempo integral na escola e duas em casa, replicando o que aprenderam, os jovens estabelecem uma relação de compartilhamento de aprendizados com demais agricultores da região onde moram a partir de ações multiplicadoras.

Alunos do 3º ano da CFR-I concluem o curso técnico em Agronegócio

Para Francielle, trocar conhecimentos foi fundamental na sua educação. “A Cfaf me permitiu ter um maior vínculo com minha comunidade. Eu não só ensinava, mas também aprendia com eles. As pessoas me veem como uma jovem que estava em processo de aprendizado. E ainda tenho muito a estudar e compartilhar”. Ionei Silva, que concluiu em 2018 os estudos na CFR-I, tem uma opinião semelhante. “Como agentes multiplicadores, não basta ficar com o conhecimento apenas dentro de nós. É preciso praticar com quem está ao nosso redor”.

Para Vinícius Pereira, recém-formado pela CFR-PTN, a escola o ajudou a compreender os caminhos que pode seguir no futuro e que é possível viver no campo e trabalhar na agricultura ao lado de sua família. “Quando ingressamos na Casa, não tínhamos uma perspectiva de qualidade de vida no campo e não conhecíamos o nosso potencial. Quando olhamos para esses três anos, vemos o nosso crescimento como pessoas. Aprendemos nosso papel na sociedade e como ajudar os outros. Não é só crescer sozinho, mas possibilitar que a comunidade cresça com a gente”, afirma. O jovem se sente pronto para os novos desafios: “Com a noção empresarial que adquirimos, não me vejo fazendo outra coisa que não ligada à agropecuária. Vou viver no campo com minha família, não me vejo em outro lugar. Mas nunca deixa de dar saudade da Casa Familiar, claro. Porém, o sentimento que fica é de que estamos preparados para a vida”.


Jovens da CFR-PTN durante cerimônia de formatura de 2018

Os educadores que acompanharam os estudantes em todo o processo relatam que é perceptível a evolução de cada um. Elton Moura, monitor do 3º ano e professor de química da Cfaf, reforça: “Eles ficaram ansiosos pela cerimônia de formatura, mas satisfeitos com as experiências que tiveram. Foram preparados para ter visão de futuro e internalizaram isso muito bem. Vão dar continuidade aos seus projetos produtivos com tudo o que aprenderam aqui. Mas permanece um clima de nostalgia. Aqui é realmente uma família”.

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