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CFR-PTN inicia diversificação de cultivos com jovens agricultores

ONG parceira da Fundação Odebrecht trabalha com os estudantes a importância do policultivo com foco em melhores resultados para as famílias do Baixo Sul da Bahia

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ONG apoiada pela Fundação Odebrecht investe na formação de jovens
Produção de tomates na Fazenda Novo Horizonte

No contexto da agricultura familiar, a prática do policultivo pode representar uma diminuição nos riscos em se ter apenas um cultivo como principal, sendo uma opção estratégica para o desenvolvimento e qualidade de vida no campo. Pensando em formas de viabilizar melhores resultados para jovens alunos e suas famílias, a Casa Familiar Rural de Presidente Tancredo Neves (CFR-PTN), ONG parceira da Fundação Odebrecht, iniciou em 2019 o processo de diversificação dos produtos trabalhados com os estudantes em formação.

Localizada em Presidente Tancredo Neves, no Baixo Sul da Bahia, a CFR-PTN é uma escola de ensino médio que oferece habilitação técnica em Agropecuária e faz parte do PDCIS, Programa Social da Fundação. De acordo com Quionei Araújo, diretor da CFR-PTN, a ideia de estudar múltiplas culturas contribui para sistemas de produção mais rentáveis e que atendam demandas de mercado. 

“O município tem uma base estreita em relação à produção agrícola, mais focada em banana, mandioca e cacau. As famílias precisam estar preparadas para o caso de um verão extremo, por exemplo, que acabe prejudicando as plantações ou derrubando valores de venda. Para isso, elaboramos um plano em que os jovens tenham acesso a novos cultivos para conseguir ter melhores resultados”, explica Araújo. 

Os alunos da instituição de ensino passam por “Dias de Campo” na Fazenda Novo Horizonte, onde está sediada a CFR-PTN. É nesse espaço que aprendem as principais técnicas de manejo culturas como mamão, milho, abóbora, graviola, gengibre e maracujá. Além disso, vem sendo fortalecido o trabalho com as hortaliças como berinjela, jiló, tomate, alface, coentro e cebolinha e, ainda, com aves, peixes, abelhas e suínos. “O objetivo maior da Casa Familiar é possibilitar que as famílias permaneçam no campo com qualidade de vida. Precisamos dar oportunidades e condições para que isso se consolide. O grande desafio é fazer com que os agricultores familiares tenham alternativas viáveis em sua produção”, pontua Araújo.

ONG apoiada pela Fundação Odebrecht investe na formação de jovens
Elisabete ao lado dos pais, que a ajudam na implantação dos seus cultivos

Para Lídio Sampaio, um dos técnicos responsáveis por acompanhar os Dias de Campo na Fazenda Novo Horizonte, compartilhar os aprendizados com os demais produtores cria uma rede pelo desenvolvimento na região. “A importância maior é não ficarmos presos só a uma cultura. Temos que variar o máximo possível para ter diversas opções de receita”, reforçou.

Deraldo Nascimento, agrônomo e educador da CFR-PTN, defende que o exemplo venha da Casa. “Iniciamos a diversificação na própria escola e estamos replicando com as famílias, trabalhando com os jovens o passo a passo para a mudança. Não deixamos os outros cultivos de lado, mas introduzimos outras culturas. Assim, você consegue ter produto o ano todo”, comenta.

Nascimento explica que a novidade tem sido bem aceita pelos alunos. Um dos exemplos é Elisabete Sousa, do 2º ano, que já implantou um projeto produtivo de gengibre na propriedade onde mora com a família, no município de Valença (BA). “É a primeira vez que tenho o desafio de implantar esse produto sozinha. Estou muito motivada. Espero ter um bom resultado e que, a partir do meu trabalho, possa incentivar outras pessoas na minha comunidade a cultivar o gengibre e conhecer novas técnicas”, disse.


 

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